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quinta-feira, 19 de março de 2026

Tendinite

06/11/2007 10h24 – Atualizado em 06/11/2007 10h24

Laís Bittencourt de Moraes Os tendões são estruturas esbranquiçadas e com pouca quantidade de água, nas quais os músculos se inserem. Essas estruturas são fundamentais para a realização dos movimentos, uma vez que são os tendões que transmitem a força produzida pelos músculos para os deslocamentos corporais. A palavra tendinite (tendi = tendão + iti = inflamação) significa inflamação das bainhas dos tendões que rodeiam uma articulação. É uma patologia que pode ocorrer em ambos os sexos e em várias idades. Porém, o envelhecimento pode favorecer o seu surgimento, devido à perda gradativa do seu conteúdo, de água e de suprimento sangüíneo. A tendinite pode ocorrer por duas causas. Pode surgir devido a problemas mecânicos: como é o caso dos microtraumatismos de repetição, dos desequilíbrios musculares e pelo excesso de compressões no tendão. Pode ocorrer também, devido a alterações químicas: nessa esteira, sobressaem os casos de má alimentação e de acúmulo de toxinas no organismo. Por existir diversos tendões no corpo humano, a tendinite pode surgir em várias partes do corpo. As regiões mais afetadas por essa patologia, contudo, são as do pulso, dos cotovelos e dos ombros. Os principais sinais e sintomas da tendinite são: sensação de dormência e de formigamento, dor, inchaço, espessamento do tendão e dificuldade de movimentar a região que está afetada pela inflamação. Algumas pessoas, devido aos seus hábitos de vida, ou por suas atividades laborais e de lazer, estão mais susceptíveis às tendinites. Como é o caso dos atletas (jogadores de vôlei, basquete, futebol, tenistas e nadadores); dos músicos (como os pianistas); dos trabalhadores da área de informática (principalmente os digitadores); além dos bancários, dos pintores, dos padeiros e das bordadeiras. O diagnóstico da tendinite pode ser realizado de diversas maneiras, como por meio da história relatada pelo paciente, pela avaliação clínica, pelos exames de raios-X, de ultra-sonografia e de ressonância magnética. Para evitar seqüelas, o tratamento deve ser realizado o mais cedo possível. O ideal é que seja feito por uma equipe de profissionais da área da saúde. Pode ser realizado, por exemplo, com o uso de antiinflamatórios (orais ou injetáveis), de órteses para descanso da área lesionada, da crioterapia, da eletroterapia, dos alongamentos musculares, da massoterapia e do repouso. Para prevenir as tendinites, a adoção de hábitos saudáveis é fundamental. É preciso ter uma alimentação balanceada, realizar pausas durante longos períodos de atividades laborais ou desportivas (para descansar, massagear e alongar a área do corpo que foi muito utilizada), bem como evitar a ocorrência de traumatismos e de compressões tendíneas. Ademais, pode ser de grande valia realizar adaptações ergonômicas no mobiliário da casa e do trabalho, para que eles fiquem confortáveis e adequados às particularidades corporais do usuário. *Fisioterapeuta. Crefito9/80247-F. Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS). Formada em Aurículo e crânio-acupuntura. Formada no método Pilates. Pós-graduanda em Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura).

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