30/07/2008 07h47 – Atualizado em 30/07/2008 07h47
Laís Bittencourt de Moraes*
Doar sangue é um ato simples e sigiloso, porém fundamental para o funcionamento de um hospital ou de um centro de saúde. Para a doação, o voluntário precisa fornecer uma pequena quantidade de sangue, que será coletado e analisado. Se for liberado, por meio de testes específicos que irão avaliar se o sangue está em boas condições, ele será utilizado para futuras transfusões sanguíneas.
A coleta é realizada utilizando materiais descartáveis que irão retirar cerca de 450ml de sangue do doador. Esse procedimento demora mais ou menos 45 minutos, já incluída a triagem clínica (que é uma entrevista realizada antes da doação para verificar possíveis problemas que possam impedir esse ato).
Normalmente, não há complicações após a doação. Todavia, alguns pequenos desconfortos que rapidamente são resolvidos podem acontecer como tontura, queda da pressão arterial, dor no local da punção, dificuldade de movimentar o braço e hematoma no local da coleta.
Após a doação, o sangue será armazenado em bolsas e alguns exames serão feitos para verificar a situação do produto coletado e se ele está em boas condições para ser ofertado. Esse ato se repetirá em todas as doações e a pessoa será comunicada quando o resultado dos exames estiver pronto.
Para doar sangue, a pessoa pode ir a um hemocentro ou postos de coleta. O doador tem que preencher vários requisitos, como, por exemplo, estar portando um documento original com foto e emitido por órgão oficial (carteira de identidade, de trabalho ou passaporte), pesar mais de 50 kilos, não estar grávida e nem amamentando, ter entre 18 e 65 anos, não ter feito tatuagem ou colocado piercing em menos de um ano, não ter ingerido bebidas alcoólicas um dia antes da doação, não ser usuário de drogas injetáveis, não ser portador de doenças infecto-contagiosas (como Sífilis, HIV e Doença de Chagas), não ter múltiplos parceiros sexuais e não ter sido vítima de estupro.
Apesar dos avanços tecnológicos e científicos, ainda não existe nada que substitua o sangue humano. Por isso, é muito importante que existam doadores, para manter os bancos de sangue sempre abastecidos para suprir eventuais necessidades.
Doar sangue é um ato de bondade. Uma única bolsa de sangue pode ser utilizada para ajudar mais de uma pessoa necessitada. Além disso, em torno de um dia, o organismo repõe o sangue coletado. Esse procedimento não vicia, não engrossa nem afina o sangue e não faz o doador engordar nem emagrecer.
Informe-se e cuide-se.
*Fisioterapeuta. Crefito9/80247-F. Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS). Formada em Aurículo e crânio-acupuntura. Formada no método Pilates. Cursando Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura). [email protected]


