24.1 C
Três Lagoas
quarta-feira, 18 de março de 2026

Artigo: Duas sugestões bem oportunas

27/10/2008 07h46 – Atualizado em 27/10/2008 07h46

Waldir Guerra *

Tenho observado o prestígio crescente do senador Delcídio do Amaral, especialmente agora como relator do Orçamento. Trabalho difícil; difícil porque a tarefa exige um diálogo permanente com seus pares e todos sabem como é desgastante contentar 513 deputados e 81 senadores.

Mas o senador sul-mato-grossense vai tirando de letra o encargo, assim como desempenhou com grandes méritos essa mesma incumbência por ocasião da CPI do Mensalão.

Aos poucos, o senador Delcídio do Amaral vai se firmando como uma liderança nacional, o que é muito bom para nosso Estado, pois com a perda de Ramez Tebet, o surgimento de outro político com boa desenvoltura dentro do Congresso Nacional deixa a cada dia que passa os sul-mato-grossenses mais orgulhosos – os pantaneiros, então, só vendo.

É sabido o bom trânsito do senador junto a Petrobras e por isso, aqui vai a primeira sugestão: o estado de Mato Grosso do Sul tem – nas bombas dos postos de serviços – os preços mais altos do país para os combustíveis, especialmente álcool e gasolina.

Uma das causas do alto preço, tanto da gasolina quanto do álcool, dentro do Estado é o alto índice na cobrança do ICMS nos combustíveis. Mas há outro componente que tem importância, se não maior, com certeza uma participação muito grande nos preços altos dos combustíveis no Estado. É a falta de uma tancagem para combustíveis dentro do Estado.

Você acreditaria se lhe disser que o álcool produzido aqui pertinho de Dourados precisa ir – por via rodoviária – até Campinas e depois voltar a Dourados para ser vendido nos postos? (Sabe, aquele posto em frente a Destilaria, ali em Naviraí, não pode vender o álcool lá produzido. Primeiro ele vai à São Paulo e depois volta ali para ser vendido no posto!!!) Não é um absurdo?

Pois é, por isso a primeira sugestão ao prestigiado senador. Conseguir junto a Petrobras a construção de um terminal de distribuição de combustíveis – especialmente de álcool, pelo amor de Deus – onde sejam depositados pelas distribuidoras os combustíveis que aqui se consome.

Claro, a melhor forma para baratear o preço do álcool ainda seria permitir a livre compra pelos postos diretamente nas destilarias, mas como já se sabe o quanto é difícil contrariar os interesses das distribuidoras, então, que se inicie – e rapidamente, por favor – a instalação de uma tancagem aqui dentro do Estado. (Entra nessa briga senador?)

A segunda sugestão é a respeito da mudança da Hora Legal para o Mato Grosso do Sul. O melhor momento para fazer com que a mudança aconteça é agora. Explico: ao término do atual período do Horário de Verão, o governo determinaria que o Estado não volte a atrasar o relógio; assim, ficaríamos com a mesma Hora Legal de Brasília.

Na prática ficaria mais fácil aos sul-mato-grossenses absorver o novo horário uma vez que nada haveria para ser alterado. E quando for iniciado outro novo horário de verão, aí sim, nós ficaríamos como muitos outros estados brasileiros, especialmente no Nordeste, sem mexer no relógio. Afinal, o consumo de energia elétrica não é assim tão expressivo que justifique nossa inclusão no plano nacional para economizar energia. (Topa entrar nessa outra briga senador?)

  • Cidadão douradense; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.

[email protected]/

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.