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quarta-feira, 18 de março de 2026

A década de 60 no contexto musical

20/12/2008 10h10 – Atualizado em 20/12/2008 10h10

Fernando Gonçalves

Sérgio Barbosa (*)

 

A década de 60 é considerada como os anos mais criativos para os pesquisadores internacionais quando o tema é música pop/rock, assim, faz-se necessário registrar tal informação como um marco na cultura mundial.

O século XX, também, tem importância fundamental no contexto das grandes descobertas nas áreas científica, artística e militar, tendo como foco muitos questionamentos, claro, depende sempre do olhar crítico deste ou daquele lado, portanto, não se pode deixar de lado tais reflexões sobre o avanço do homem e da máquina do tempo.

As lembranças chegam pelas músicas desta década, para muitos, “os anos dourados”, entretanto, para outros, “anos de paz e amor”, porém, registra-se em ambos os casos, muitas perfomances dos artistas deste tempo para com o público em busca do desejo mediado pela paz e pelo amor da juventude em passeatas anônimas no cenário internacional.

Neste período, isso é, de 1960 até 1969, aconteceram inúmeros eventos relacionados com a música em ritmo mundial, proporcionando novas descobertas para uma juventude em ebulição cultural, levantando bandeiras contra o conservadorismo político, a moralidade social e as guerras inúteis, entre as quais, a “Guerra do Vietnã”.

Os relatos estão presentes na história desta década como pauta para muitas matérias, artigos, reportagens, crônicas, poemas, poesias e outras propostas nas áreas da educação, da cultura e da política contemporânea.

Nestes anos, o melhor era acontecer pra sentir o vento suave de uma contestação sem barreira cultural ou política, além do mais, a música ditava, ou melhor, cantava a rebeldia dos cantores e cantoras de um mesmo tempo.

As drogas se faziam presente de forma efetiva e eficaz, muitos artistas morreram em função das overdoses e das viagens sem volta do encontro com as benditas ou malditas alucinações.

As perdas foram sentidas pelo cenário musical como um sinal do fim, até mesmo, quando o poeta contestador, John Lennon afirmou no final dos anos 60 que “o sonho acabou”.

A década ficou para trás, deixando pelo caminho milhares de jovens sem bandeiras para levantar, criando um vazio interior para os amantes da “paz e do amor”.

Não se pode deixar de relembrar estes anos como parte de um contexto musical para a sociedade, os mitos nasceram, viveram e morreram, assim mesmo, o mito permance em nossas memórias quando a mídia veicula as músicas desta época para um encontro acima de qualquer suspeita.


(*) Jornalista profissional diplomado e professor universitário.

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