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quarta-feira, 18 de março de 2026

Comandante do 3º BPM promete ação contra `caxangueiros´ nos Distritos

19/11/2010 08h15 – Atualizado em 19/11/2010 08h15

Por Waldemar Gonçalves Russo

Ao tomar conhecimento através da reportagem, das denúncias feitas por moradores das vilas Macaúba e Formosa de que arrombadores estariam agindo nos últimos meses nas casas dos agricultores enquanto eles estão no campo atuando nas plantações, o atual comandante do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Dourados, tenente/coronel Marcos David assegurou que deverá designar uma equipe da PM-2 (Serviço Reservado) para interceder em favor das duas comunidades.

Marcos David lembrando que embora os trabalhos de investigações criminais sejam de atribuições da Polícia Civil prometeu através do setor de policiamento reservado, enviar uma equipe até as duas comunidades com o intuito de tentar chegar até aos supostos autores dos furtos por meios de arrombamentos das portas ou janelas das residências. “Fomos procurados e colocados a par desta situação na qual aquelas comunidades estão passando, e baseado nas colocações que nos foram colocados, assegurei a eles que se depender da Polícia Militar os autores dos crimes serão identificados e presos, e em seguida encaminhados para a delegacia de Polícia Civil para que sejam processados de acordo com a Lei pela pratica de crime que eles cometeram”, informou o comandante não adiantando até mesmo por medida de precaução qual seria o dia em que os integrantes do serviço reservado seriam a iniciar os trabalhos tanto na vila Macaúba como na Formosa, que até então eram duas comunidades que não registravam estes tipos de delitos. “Sabemos que nas duas comunidades o efetivo do nosso policiamento é ínfimo, porém isso não justifica a insegurança que elas estão passando. O que depender da PM ela vai fazer para que a ordem e a paz principalmente sejam restabelecidas o mais rápido possível naquelas duas comunidades”, disse o comandante também acreditando que os prováveis autores sejam de Dourados e que eles contando com alguns desocupados das comunidades agem com a certeza de que os donos das residências se encontram ausentes, ora por estar trabalhando no campo ou por estar na cidade cumprindo alguns compromissos pessoais, como compras, pagamentos de prestações entre outras atribuições.

ENTENDA O CASO

Com relação ao caso, a reportagem foi informada que desconhecidos “caxangueiros”, denominação dada pela polícia a arrombador de residência que atua em Dourados está há cerca de dois meses, agindo nos Distritos da cidade, em especial nas vilas Macaúba e Vila Formosa, vindo inclusive a dar enormes prejuízos para os proprietários, que em sua maioria, são produtores rurais daquela região.

A denúncia das ações destes arrombadores nas duas comunidades foi dada por moradores que procuraram a reportagem para falar sobre o problema, e eles pedem para que as autoridades competentes, no caso, a PM (Polícia Militar) e principalmente a Civil tomem alguma providencia para identificar e prender os autores, e assim restabelecer a segurança que sempre tiveram antes dos fatos que atualmente acontecem.

Um dos moradores conta que foi trabalhar no campo (roça) junto com sua família no plantio e ao retornar foi surpreendido com uma das portas de sua casa arrombada, e constatou o furto de 550 reais, um celular e alguns objetos de menores valores. “Para mim foi uma tristeza danada ter de encontrar minha casa toda revirada. Inclusive liguei no meu celular e a pessoa atendeu, porém não falava nada. Acredito que ele esteja aqui na cidade, provavelmente em algum ponto de drogas”, disse o agricultor, acrescentando que desde quando sua casa foi “visita pelos amigos do alheio” segue para o campo com uma sensação de que eles voltarão para buscar mais coisas que estão dentro dela.

A maioria dos entrevistados, contaram que esta pratica de ação por parte dos arrombadores começaram há cerca de dois meses, e que somente numa tarde/noite oito casas foram alvos deles.

Questionados sobre a presença do policiamento nas vilas, eles alegam que o efetivo é pequeno e que os policiais militares não têm como fazer um amplo trabalho ostensivo para tentar chegar até aos ladrões. “Estamos recorrendo à imprensa para vermos se as nossas autoridades competentes tomem alguma posição, pois do jeito que está não dá. Uma coisa é certa, acreditamos piamente que a maioria dos autores seria da cidade e que eles se juntam a alguns desocupados das vilas para agirem em nossas casas”, disse uma terceira vítima das ações dos arrombadores, pedindo uma providencia quanto aos atos por eles relatados a reportagem.

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