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quarta-feira, 18 de março de 2026

Assembleia faz mea-culpa e devolve grana

25/11/2010 12h25 – Atualizado em 25/11/2010 12h25

Valfrido Silva

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul abrirá mão de R$ 50 milhões para o TJ e MP. Esta é a manchete do Correio do Estado de hoje. Como são bonzinhos esses deputados estaduais! E a pergunta inevitável, no palavreado do mais honesto dos homens públicos da história da teledramaturgia nacional, o indefectível Odorico Paraguassu, prefeito de Sucupira: e como fica o “pra-trazmente”?

Tudo bem que o presidente da Assembleia, deputado Jerson Domingos, em suas justificativas, diz que “hoje” a Casa de leis recebe mais que gasta, mas será que antes também não era assim? Será que toda essa grana que sobra agora é fruto só da generosidade do governador André Puccinelli? Logo André, com fama de “mão-de-vaca” mandando dinheirocom sobra para a Assembleia?

Claro que se deve creditar essa benevolência toda com o Tribunal de Justiça e com o Ministério Público a Ary Rigo, o agora deputado cuê que escancarou ao Brasil e ao mundo o quanto esta mesma Assembleia era benevolente, mas apenas com seus próprios pares, que, segundo ele, recebiam mensalão de até R$ 120 mil antes do governo André Puccinelli e que agora só recebem míseros R$ 42 mil e qualquer coisa, pobrezinhos.

Jerson Domingos, que, inacreditavelmente, vai conseguindo escantear Londres Machado, o mais longevo e mais poderoso dos deputados estaduais, informa que “a Assembléia não tem crescimento vegetativo, portanto o custeio, ano a ano, permanece praticamente o mesmo”.

Pena que não tenham descoberto isso antes e que foi preciso entrar em ação um X-9, o alcagueta Eleandro Passaia, puxando a língua de Ary Rigo, para que a grana que sempre sobrou do parlamento estadual começasse a aparecer e ter um fim mais digno. Até aqui, o grosso dessa “sobra”, além de pagar o mensalão para deputados era para subvencionar a “imprensa”. Pelo menos dois jornais, um da capital e outro de Dourados não existiriam sem as tais sobras de caixa da Assembleia. E “a crítica” não serve apenas para Londres Machado, pelo carinho que sempre dispensou a jornais como o Diário MS, por exemplo. Esta farra com o dinheiro público vem desde os tempos de Gandhi Jamil, um dos primeiros a comandar o “Palácio Guaicurus”.

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