04/01/2011 09h13 – Atualizado em 04/01/2011 09h13
Para muitos, a logo é uma escultura que representa o povo carioca
Emerson Augusto Fonseca
O logotipo vencedor e que desde agora já faz parte do maior evento esportivo do planeta, e que representa muito bem a cara do Rio de Janeiro é tridimensional. Unidos, por mãos e pés o logo das Olimpíadas de 2016, é inovador, criativo, colorido e, sem dúvida trás a tona a vontade de um povo que busca a muito os velhos tempos em que “tri” era sinônimo de “tricampeão”, “triciclo”.
Para muitos uma escultura que representa o povo carioca, fluminense, carioca da gema, do Leblon a Cidade de Deus, o logo é capaz de transfigurar uma imagem homogênea dos contrastes daquela que é uma metrópole que escuta Bossa Nova, Samba e Fank visto pelo mesmo olhar tridimensional do Cristo Redentor.
Na cidade do Corcovado, da eterna garota de Copacabana, tridimensional é pegar ônibus lotado, deixar a Senhora com mais de sessenta anos em pé, enquanto um empanturrado de pastel de camarão rota cochilando entre as paradas tridimensionais. Esteja preparado para tudo. Seja tridimensional e não se assuste com um barulho meio estranho de uma sirene. Talvez não seja o que você está pensando, talvez seja um trio-elétrico temporão passando.
Bolas, tacos, varas, velas, trilhões de objetos todos tridimensionais não pela sua forma mas sim pela capacidade de conduzir força, disciplina e dedicação ao mais alto ponto tridimensional que se pode alcançar, que é a união de povos sejam eles brancos, negros, amarelos ou tridimensionais o importante mesmo é que de mãos e pés unidos o Rio de Janeiro mostra que o Brasil também passou do “tri” e hoje festeja a tão sonhada acolhida dos grandes e pequenos em um único lugar chamado de Rio, “O Tridimensional”.


