08/02/2011 09h41 – Atualizado em 08/02/2011 09h41
Direto de Dacar, Senegal, África, continente berço segundo muitos antropólogos da civilização, depois de uma quarentena sem colocar as mãos e os nove dedos nos assuntos governamentais
Emerson Augusto Fonseca
Lula, que na época de sindicalista, grevista e defensor dos trabalhadores, subia em caminhões e de alto-falante à mão, berrava por melhorias nas condições de trabalho, por uma menor jornada e por um salário mínimo “digno”…liderou e fundou um partido que se intitula como partido dos trabalhadores, após duas derrotas consecutivas é eleito presidente do Brasil, torna-se conhecido e respeitado por todos chefes de estado do mundo, elege sua “companheira” Dilma, e ontem (07) chama seus ‘colegas sindicalistas’ de oportunistas. Parece até uma história medieval, onde o rei que antes jurava defender seu povo, logo depois saqueia a credibilidade dos antes “meus companheiros”.
Direto de Dacar, Senegal, África, continente berço segundo muitos antropólogos da civilização, depois de uma quarentena sem colocar as mãos e os nove dedos nos assuntos governamentais, Lula resolve dar um chega pra lá nos líderes sindicais que não concordam, melhor dizendo voltam atrás – segundo o ex-operário – em um acordo onde o salário, que é mínimo por “excelência” não deveria ultrapassar os R$ 545 oferecidos pela cúpula petista e seus aliados, comandado pela Presidenta que terá na trajetória de seu governo sempre um aliado que soube dar a volta por cima e se tornou referência internacional no cenário político-social.
O que mais mexe com a cabeça da gente, digo gente, todos nós brasileiros, é como é possível, antes uma esquerda vermelha que mobilizou várias vezes o país dos antigos coronéis, e em intermináveis reuniões onde se discutia o fim de uma greve, hoje vive uma crise política onde a banda governista se acha dona da verdade e a outra banda, entoa o mesmo e antigo refrão radicalista, e ainda são chamados de “companheiros” pelo fundador e mártir de uma revolucionária campanha contra a ditadura militar. Hoje a banda que toca a barca…é destra.
Indignados com os acordos e desacordos, que se diz necessário para manter a estabilidade econômica do país, brasileiros de norte ao sul, concentrados no pão de cada dia, muitas vezes nem se dão conta que por trás das cortinas do “teatro” político, empresários e banqueiros, metem não somente a colher, mas a mão e os dez dedos no pedaço maior do bolo transformado depois em mansões, aviões…tudo que termina em “ões”…enquanto milhões de suados e cansados trabalhadores regaçam as mangas para levantar um país que se retorce de cólica entre projetos e mais projetos de reformas que nunca saíram do papel.
Ah! O carnaval ta aí, e todo mundo deve cair no samba… “ pão e circo” sinal de retrocesso.


