10/02/2011 11h25 – Atualizado em 10/02/2011 11h25
“Hena…Henas, por onde se vá há Henas e lobos que uivam em pele de ovelhas”
Emerson Augusto Fonseca
Na história da humanidade, muito sangue rolou, guerras explodiram e implodiram em nome do “divino”. Fatos que envergonharam a Igreja, que fizeram até mesmo o Papa, pedir desculpas dos erros cometidos e por ter feito vista grossa, que na verdade sempre foi bem aguçada desde a época em que construíram as casas dos seus “servos” decoradas com ouro roubado e negociados à custa do trabalho escravo e “perdão dos seus pecados”…dos poderosos.
O fanatismo que levou a morte da pequena Hena Begum de apenas 14 anos após receber 80 chibatadas em Bangladesh, acusada de ter mantido relações sexuais com um primo de 40 anos de idade, traz a tona uma realidade triste, que perdura por milhares de anos, onde seres humanos em nome de “deus”, são cruelmente tratados como sinônimo de exemplo para que outros não cometam o mesmo “erro”.
Hena, que agora só deixou lembrança, faz-nos refletimos o quanto ainda estamos sujeitos a “apagões”, e que a humanidade seja cristãos, muçulmanos, budistas…. não deve mesmo que sustentada por culturas e tradições calar-se diante de barbáries que nos deixam estagnados na época em que o homem ainda era “macaco” – segundo teorias evolucionistas –
A dor de Hena…as 1, 2, 3,…80 chibatadas que fez com que a menina desmaiasse durante a execução e depois morresse em um hospital, recorda-nos que aqui em um país que se diz cristão, milhares de Henas têm saqueadas a sua infância pelas ruas e em “festinhas” organizadas entre os escolhidos para serem “gestores” das leis por eles mesmo são defendidas em época de campanha eleitoral com gritos e calorosos “abraços de urso”.
Vilarejo de Chamta no distrito de Shariatpur, sudoeste de Bangladesh… 09 de fevereiro de 2011, Hena e Henas, Brasil.




