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terça-feira, 17 de março de 2026

BBB faz ‘merchan social’ contra preconceito, mas chama Diana de “Maria Sapatão”

09/03/2011 08h41 – Atualizado em 09/03/2011 08h41

No mesmo programa em que exibiu este “merchan social”, Mr. Edição apresentou um quadro cômico com marchinhas de Carnaval dedicadas a cada participante

Uol

Com a participação da lésbica Angélica e dos gays Dicesar e Serginho, o BBB10 deu a impressão que seria dedicado a discutir o preconceito contra os homossexuais, mas acabou sagrando como vencedor o lutador Marcelo Dourado, que o diretor Boninho classificou como “um ogro”.

Um ano depois, pressionado pelo Ministério Público, que está acompanhando o programa passo a passo, o BBB voltou a tentar passar uma “mensagem” positiva sobre a diversidade sexual.

Ao ser eliminada no primeiro paredão, a transexual Ariadna ouviu do apresentador Pedro Bial uma pergunta sobre a importância de ter trazido o tema da sua sexualidade para um programa como o BBB. Boninho também mencionou no Twitter, com satisfação, que “valeu falar sobre o tema”.

Nesta terça-feira, os participantes do BBB11 receberam uma camiseta com a seguinte inscrição: “Rio Carnaval sem preconceito”. Conforme o líder Rodrigão explicou aos colegas, trata-se de uma campanha da Prefeitura do Rio “para orientar cariocas e turistas contra os mais diversos tipos de preconceito religioso, racial, de gênero ou por orientação sexual”.

Todos os “brothers” e “sisters” aplaudiram Rodrigão, ao final da apresentação da campanha, quando ele disse: “Liberdade é um direito de todos”. E vários deles vestiram a camiseta à noite, durante o programa, ao vivo.

No mesmo programa em que exibiu este “merchan social”, Mr. Edição apresentou um quadro cômico com marchinhas de Carnaval dedicadas a cada participante. Diana mereceu uma música celebrizada no programa do Chacrinha, “Maria Sapatão”, cujos versos célebres dizem: “De dia é Maria; de noite é João”.

Numa cena ocorrida em fevereiro, mas lembrada no programa, Diana discutiu com Daniel, depois que ele a chamou de “sapa”, corruptela de “sapatão”. Muito ofendida, a modelo disse: “Não gosto de rótulos”.

É difícil entender como no mesmo dia em que adere a uma campanha contra os preconceitos o programa tente colar um rótulo, ainda que de brincadeira, sobre a orientação sexual de uma participante, sabendo que ela não quer ser chamada assim. Como fã declarado do “Velho Guerreiro”, Bial diria: “Eu não vim aqui para explicar, eu vim para confundir”.

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