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terça-feira, 17 de março de 2026

Fim do Carnaval. Caem as máscaras e as fantasias

10/03/2011 08h08 – Atualizado em 10/03/2011 08h08

A maior festa popular do país mexe com a cabeça de qualquer indivíduo que se julgue “normal”

Emerson Augusto Fonseca

Vai-Vai em São Paulo, Beija flor de Nilópolis no Rio de Janeiro, por todo país há comemorações. São vitoriosas. Grande espetáculo. Muitos deram seu “sangue” para estar na avenida. Foram meses de concentração, ensaios. Grandes profissionais, de todas as artes se empenharam para fazer o melhor, e em minutos cronometrados, empolgar a platéia que por sua vez também dá seu show, e se deslumbram com a perfeição, o luxo, o molejo das “rainhas” e o rodopiar do casal mais esperado o Mestre-Sala e Porta-Bandeira.

Fim de festa, nota “DEZ” para os quesitos…e o samba começa agora.

A maior festa popular do país mexe com a cabeça de qualquer indivíduo que se julgue “normal”. Mesmo que não goste do barulho dos tambores, difícil passar em frente da TV ou outro meio de comunicação sem usar de sua visão periférica. Curiosidade? Não. O brilho, a empolgação, um rebolado inconfundível – brasileiro -, as máscaras e fantasias harmonizam-se provocando um sentimento de desabafo temperado com adrenalina…,o folião, pintado de felicidade cai no samba e “pula” cinco noites a mesma “dança”…, e ao findar a “festa” rebolará para não deixar o “samba enredo” da vida, agora “crua e nua”, sair fora do tom.

O “lixo” deixado logo é recolhido, ou pela organização do evento, ou por pessoas que vão fazer do bem-estar alheio a sua própria festa. “Eita alegria!”, e a comemoração vai ser boa, acho que essas pessoas sim são mais espertas que a grande massa ofegante, suada a jogar pelas avenidas, ruas e salões o seu prazer que momentâneo não é capaz de ser controlado….e lá se vai mais uma, duas, três… e lá vão-se as economias…mas brasileiro é “mágico”, sabe desfilar o ano todo, e como personagem principal da caminhada até a próxima festa do “arraial”, agora em corda bamba e sem rede de proteção, vai ter que ser malabarista de seu já marcado “destino”, enfrentar a fila dos milhões agraciados pelos R$ 545.

“DIAS MELHORES VIRÃO”

Melhor do que os dias que caímos na ilusão de que tudo é belo, e ninguém tava com o “pé na jaca” é difícil de acreditar. Se contabilizarmos os erros e acertos, a balança não será fraudulenta, e a realidade virá à tona quando as primeiras e indesejáveis cartas com aviso de nossa inadimplência chegar e aí sim, vamos ter pesadelos com os empréstimos de última hora, juros do cheque-especial…enfim….

Na “social-democracia” brasileira…É’ samba, é Brasil, mas não é mais carnaval.

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