29/03/2011 17h23 – Atualizado em 29/03/2011 17h23
“Meus pais tinham uma pequena ‘vendazinha’ no interior de Minas Gerais. Saí de casa aos 14, para trabalhar na cidade. Não para estudar, mas para trabalhar. Arranjei um emprego de Cr$ 300”
Emerson Augusto Fonseca
“José”, nome do 11º filho dos 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. Nascido em 17 de outubro de 1931, em um povoado às margens de Muriaé, cidade mineira e hospitaleira como todo povo que diz “uai”.
José, por que não Alencar, Silva, Rodrigues. A caminhada do menino que começou a trabalhar aos 07 anos, confunde-se com os muitos “José” de norte a sul, que por agonia do “destino”, ainda moçoilo teve que deixar a casa dos pais e ir ao encontro do tão sonhado e que pra muitos lúdico de uma vida mais digna até chegar ao ponto mais alto do pico. “José”, todos são brasileiros que como Alencar foi firme, forte, surpreendente…sorridente.
Menino, “José” deu passadas lentas, porém “José”, protegido com armadura de ferro, e um olhar destemido, não teve medo, e mesmo ainda franzino, começou sua batalha. O corredor de um hotel foi seu quarto, seu abrigo em noites em que outros muitos “José” passara a noite pintando de “azul anil” o céu que às vezes gris fora as madrugadas enluaradas. “Jose”, levanta cedo, e na sua lida não teve tempo de pensar em dizer não à sua história que fez de “José” um vencedor.
Varão, “Jose” pisa firme. Pai de família…pai de muitos outros “José”. Coadjuvante?…José foi o protagonista de uma peça que a vida lhe pregou. Seus ais foram muitos, mas silenciosos como todo “José”, que mesmo quando as peripécias de um olhar menino leva consigo marcas de vergões que para “José” apenas umas palmadas carinhosas de uma mãe. As palmadas de “José”, para muitos “mané”…varas de marmelo.
Quase…quase octogenário, JOSÉ, bravamente, ovacionado. Fecham-se as cortinas de um espetáculo, de nobreza singular. JOSÉ, diz “inté” em tom de uma simples canção de ninar.

