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segunda-feira, 16 de março de 2026

Em novo CD, Fábio Jr. veste pijama e grava ‘músicas boas de cantarolar’

27/04/2011 08h18 – Atualizado em 27/04/2011 08h18

‘Íntimo’ tem canções de Jota Quest, Caetano, Lenine e Roberto Carlos

G1

Falar que um disco tenta reproduzir um “clima intimista” pode até parecer clichê, mas não poderia haver forma mais direta de descrever “Íntimo”, novo disco de Fábio Jr.

Para reforçar a ideia do título, o galã de 57 anos vestiu pijamas nas fotos de divulgação, escolheu “músicas boas para cantarolar” e chamou convidados que deixam tudo em casa: os filhos Fiuk e Tainá.

“Cada vez quero me colocar mais para o público. É sério mesmo. Eu quero mais essa intimidade. As fãs vêm me dando isso há tantos anos”, justifica-se Fábio, em entrevista ao G1. Mas usar pijama não é menos íntimo do que ficar pelado, como no CD lançado em 1995? “Todo mundo diz isso, mas eu estava de sunga”, responde, um tanto irritado.

Embora Fiuk esteja em “20 e poucos anos” e “Carango”, a filha menos famosa se destaca em “Fullgás”, releitura da música conhecida na voz de Marina Lima. “Tainá é a grande surpresa do disco”, elege. “O Filipe já está aí bombado. Quando ouvi a gravação dela, fiquei impressionado. Eu fui com ela para o estúdio, mas deixei sozinha com o Cesar Lemos [produtor]. Eu sou pai, tenho que ter certo distanciamento. Escutava ela em casa. Ir pro estúdio é outra coisa.”

A parceria com os dois filhos deu tão certo que o time pode até ser reforçado. Fábio gostaria da possibilidade de reunir seus rebentos em uma turnê ou disco ao vivo. “Essa é uma p… ideia. Já ouviu a Cléo [Pires] cantando? É afinadíssima. Eu tenho três cantando já… Vou fazer isso. Com certeza daria certo. Achando um repertório legal é só gravar. A gente acha algo rapidinho. Cantaríamos Lenine, Hyldon…”, arrisca.

Antes de o projeto familiar tomar corpo, Fábio comenta os rumos atuais de seu filho cantor. Para ele, era inevitável a saída de Fiuk da banda Hori. “A gente conversa sobre tudo, velho. Os olhos ficaram muito voltados para ele, porque ele compõe, toca batera, teclado, canta. Ele rala pra caramba. Ele merece”, atesta.

Se o DNA explica as participações especiais, os assobios e os “lalalá’s” do dia-a-dia explicam o repertório. “Eu não escolhi pela banda, mas pela música. De reperente, eu me pego cantarolando. Você escolhe uma, duas ou três. E isso vai definindo o caminho”, explica. Mesmo dando importância ao álbum, ele reconhece a perda de força do CD. “A venda de CD acabou, esquece. O negócio hoje para cantores é o palco, é fazer show.”

O cantor Fábio Jr. em clima intimista
(Foto: Divulgação)

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