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segunda-feira, 16 de março de 2026

PARECE QUE ESTOU PROCURANDO A MORTE?

21/07/2011 09h00 – Atualizado em 21/07/2011 09h00

Na BR 262 é comum ver ciclista passeando pela assassina rodovia

Lembro-me bem que em certa época nesta urbe existia um sistema de cadastro de bicicletas e até mesmo emplacamento, sistema esse que contribuiria até mesmo para minimizar os roubos e facilitar o encontro das bikes

Antonio Carlos Garcia de Oliveira*

Que tema mais esquisito é esse. Mas, é a partir desse tema que convidamos o leitor a fazer uma análise das circunstâncias da morte em nossa cidade.

Como motociclista que sou há longas décadas, quero convencer você de que as pessoas estão sempre à procura da morte. Não é difícil verificar pela cidade muitos jovens arriscando a vida pilotando como se estivessem num circuito de motovelocidade. Alí na Filinto Muller, se você parar por cinco minutos você vai observar que o amor à vida é manga de colete. Desfilam em suas pequenas motocicletas velocidade totalmente incompatível com a via pública, promovendo ainda manobras radicais como empinar a roda da frente e passar em alta velocidade por quebra-molas e desníveis das esquinas.

Mas, sem fossem apenas eles, correndo o risco como acontece lá na pista de motovelocidade tudo bem, mas, colocam em risco os seus garupas e todos aqueles que estão no mesmo trânsito. Vez ou outra se esborracham em traseiras de carros e caçambas de lixo. Mas, isso não é nada diante do que se observa com os ciclistas locais. O problema é crítico. Um bom número de ciclistas não possuem qualquer senso mínimo à respeito do risco que causam nas vias. E nos locais aonde existe as mal sinalizadas ciclovias, as ignoram como rotina. Até um ciclista carteiro dos Correios vi outro dia andando pela Av. Olintho Mancini como se estivesse no Central Park de NY.

Na BR 262 é comum ver ciclista passeando pela assassina rodovia. Agora ao chegar ao meu trabalho já vi um motociclista desses que carregam gás de cozinha empurrando com o pé uma bicicleta. E o que dizer das bicicletas elétricas que estão pelas vias há mais de 50 km/h. Daí o dilema, quem deveria promover a legislação para dar cabo disso seriam nossos Deputados por ocasião do Código de Trânsito, mas não o fizeram, sobrando aos Vereadores que até o momento não se dignaram a criar uma legislação municipal protetiva impondo ao ciclista local a obrigação de andar na linha, oportunizando a Polícia o recolhimento das bikes que não cumprem a lei.

Lembro-me bem que em certa época nesta urbe existia um sistema de cadastro de bicicletas e até mesmo emplacamento, sistema esse que contribuiria até mesmo para minimizar os roubos e facilitar o encontro das bikes. Hoje o ciclista faz qualquer coisa na via pública e nada lhe acontece. Porque não mudar isso para o bem de quem vai sobre o selim, parecendo sempre procurar a morte?

*Antonio Carlos Garcia de Oliveira é promotor de Justiça

Carros, motos e bicicletas dividem as ruas e avenidas de Três Lagoas Foto: (Arquivo/Perfil News)

Antonio Carlos Garcia de Oliveira é promotor de Justiça

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