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domingo, 15 de março de 2026

ARTIGO: Sinal de alerta na balança

17/09/2013 16h19 – Atualizado em 17/09/2013 16h19

Luiz Carlos Silveira Monteiro

A população brasileira corre um sério risco de desenvolver doenças crônicas decorrentes do aumento de peso. O alerta foi dado em recente divulgação da Pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). O levantamento apontou que, pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso superou mais da metade dos cidadãos brasileiros, alcançando 51% da população acima de 18 anos de idade. Na pesquisa anterior, de 2006, esse índice era de 43%.

Apesar da interferência do fator genético no aumento de peso, os novos padrões alimentares da população têm influenciado no aumento dos indicadores apresentados na pesquisa. Segundo os dados do Ministério da Saúde, apenas 22,7% da população ingerem porção diária de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A gordura saturada excessiva já aparece no consumo de carne para 31,5% da população; além disso, 53,8% dos brasileiros consomem leite integral regularmente.

O sedentarismo é outro fator de preocupação das autoridades médicas. A pesquisa aponta que apenas 41% dos homens e 26% das mulheres praticam algum tipo de atividade física. O estudo mostrou ainda que o grau de escolaridade influencia na prática esportiva, sendo que 45% da população com mais de 12 anos de estudo praticam algum tipo de atividade física, contra 21% para quem estudou até oito anos.

A busca por mudança de comportamento deve ser uma preocupação não apenas do setor público. O custo com o tratamento de doenças crônicas originadas da obesidade pode encarecer planos de saúde e aumentar os custos para as empresas. Por isso, o tema precisa ser compartilhado por toda a sociedade e os diferentes segmentos devem se preocupar em incentivar atitudes para uma vida saudável.

As empresas de assistência farmacêutica – PBM, já oferecem serviços que ajudam a melhorar a saúde do trabalhador. A obesidade é uma das condições de saúde acompanhada por protocolos, monitoramento e fornecimento de medicamentos, oferecidos por essas empresas. Por meio de orientação por telefone, o trabalhador pode receber informações e esclarecimentos na área de assistência nutricional, médica e psicológica. Com isso, ele tira dúvidas sobre alimentos, recebe orientação nutricional e de reeducação alimentar, além de dicas práticas para uma alimentação saudável. É um importante passo, com fácil utilização pelas companhias brasileiras. Atividades complementares podem também podem ser utilizadas pelas empresas incentivando, por exemplo, a prática esportiva entre os seus colaboradores.

O sinal de alerta da Pesquisa Vigitel 2012 reforça a percepção de que a sociedade brasileira passa por modificações profundas. O aumento da renda, por exemplo, trouxe mudanças nos hábitos alimentares, ampliando o consumo de alimentos calóricos. A correria diária reduziu a oportunidade de práticas de exercícios físicos. Nos EUA, a obesidade se tornou um problema tão sério que até mesmo a Casa Branca se envolveu recentemente no estímulo a prática esportiva e alimentação saudável. Está na hora de começarmos a dar passos na mesma direção.

CEO da ePharma.

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