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sábado, 11 de abril de 2026

Abandono afetivo: 11 milhões de mulheres criam os filhos sozinhas, afirma FGV

11 milhões de mulheres criam sozinhas os filhos no Brasil. A afirmação é de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O abandono afetivo é uma forma de violência que pode ter consequências graves para a saúde física e mental das crianças.

No caso de Simone Mendes Silva, ela nunca teve uma figura paterna como referência.

“Minha mãe sempre criou a gente sozinha porque meu pai vivia viajando. Então, minha mãe sempre lutou para criar a gente. Nós somos quatro”, relembra.

E foi ela que proveu o sustento dos seus seis filhos, sozinha.

“O meu ex- marido, pai dos meus filhos, não tem participação nenhuma na vida dos filhos. Nunca teve”.

Abandono

Segundo o levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN) mostra que, em 2022, mais de 164 mil crianças foram abandonadas pelo genitor ainda no útero materno. Em 2023, esse número passou dos 106 mil até julho.

Para a psicóloga Flávia Lacerda explica que a ausência de um genitor pode ter consequências nos relacionamentos futuros, ao causar insegurança e outros problemas psicológicos.

“Esse apego inseguro significa que a pessoa pode ter uma tendência maior a ter ansiedade e dificuldade de se envolver e se vulnerabilizar em relações afetivas amorosas que pode ter comportamentos também de maior agressividade”.

Ela ressalta que o cuidado vai além de arcar com os custos.

“Prover materialmente não significa que você está cuidando da criança, porque a gente entende que esse cuidado vem de diferentes frentes e ele acontece até mesmo no conflito, mas também no amor que vai sendo construído com o cotidiano”.

Medidas enérgicas

Para evitar os possíveis danos à criança, o judiciário tem tomado medidas enérgicas para garantir que de alguma forma essas pessoas em desenvolvimento tenham seus vínculos respeitados.

Para provocar reflexões nos pais e mães que passam por conflitos relativos à ruptura da relação conjugal, o Conselho Nacional de Justiça desenvolveu a Oficina de Pais e Mães.

A advogada de família Patricia Zaponni explica que o intuito é ajudar as famílias a saber como agir. “É quando nós vamos ensinar ao pai e à mãe a ser pai e mãe”, explica. “O amor é opcional, mas o cuidado é dever”, conclui a advogada.

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