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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Homem entra em coma após ser agredido por pai e filho, membros de uma gangue em Bataguassu

Um homem de 41 anos foi espancado até entrar em coma após encostar o carro que dirigia na moto do chefe de uma gangue, comandada por pai e filho, de 46 e 25 anos, respectivamente, em Bataguassu, a 335 KM de Campo Grande.

De acordo com o site Campo Grande News, o crime aconteceu na madrugada de sábado (26), na rua São Bento, no Bairro São Francisco.

Segundo informações da Polícia Civil, Martins Barbosa da Silva, 41 anos, foi agredido com socos e chutes por um grupo de aproximadamente oito pessoas.

Martins ficou inconsciente e sofreu fraturas na cabeça, hemorragia interna e teve diversas costelas quebradas, além de traumatismo cranioencefálico.

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa de Campo Grande, onde permanece em coma desde sexta-feira (25).

Como aconteceu

Segundo testemunhas, Martins saia de um bar acompanhado de um amigo quando o carro em que ele estava encostou no paralama da moto do suspeito de comandar o grupo criminoso. Martins desceu do veículo e ofereceu ao homem seu número para contato, mas o suspeito não aceitou e começou uma discussão.

O amigo de Martins tentou encerrar o bate boca informando que procurariam a delegacia para registrar o ocorrido. Eles saíram do local por volta das 22h.

Na madrugada, Martins foi com o amigo até uma lanchonete na Rua São Bento. Lá, eles encontraram com os agressores, que estavam escondidos.

Segundo uma testemunha, um dos integrantes do grupo gritou “olha lá o cara” e algumas pessoas passaram a espancar a vítima. Na sequência, eles depredaram o carro do homem e destruíram seu celular.

A namorada do chefe da gangue também faz parte do grupo. Um adolescente também participou das agressões. Durante a briga, a dona da lanchonete tentou intervir, mas foi ameaçada: “se abrir a boca, leva um tiro”, disse um dos criminosos. O amigo da vítima também apanhou.

Investigações

A Polícia Civil investiga o caso e já ouviu dois suspeitos que foram liberados porque não estavam mais em situação flagrancial.

“A apuração continua para a verificação do grau de participação de outros envolvidos e nas intenções de cada envolvido no que se refere a eventual vontade de ceifar a vida da vítima, de lesioná-la gravemente”, explicou o delegado Daniel Wollz Marques.

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