Em Mato Grosso do Sul, mais do que números, dados da assistência desenvolvida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) refletem um trabalho contínuo de humanização, cuidado e promoção de oportunidades às pessoas privadas de liberdade. As ações, coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP) demonstram que investir em saúde, educação, trabalho e promoção social gera resultados concretos para a segurança pública e para a reinserção social.
Relatório elaborado pela DAP aponta, que, entre janeiro e setembro de 2025, a assistência à saúde alcançou mais de 122,5 mil atendimentos médicos e odontológicos, contemplando diferentes especialidades e exames.
O volume expressivo evidencia o compromisso da Agepen com o cuidado integral à população prisional, contribuindo para a prevenção de doenças, o acompanhamento contínuo e a melhoria das condições de saúde dentro das unidades penais.
No eixo do trabalho prisional, os resultados também são significativos. Atualmente, 35,94% dos internos participam de atividades laborais, o que representa mais de 6,5 mil homens e mulheres trabalhando dentro e fora dos estabelecimentos penais.
Deste total, mais de 67% são remunerados, fortalecendo a dignidade, a autonomia financeira e o apoio às famílias. O programa conta com 253 parcerias firmadas com empresas e instituições, ampliando oportunidades e aproximando o sistema prisional da sociedade.
A assistência educacional é outro pilar estratégico. No período analisado, 3.751 reeducandos estavam matriculados da alfabetização ao ensino superior e pós-graduação. Além disso, 9.078 internos participaram de cursos de capacitação, qualificação profissional e palestras, enquanto 7.358 foram incluídos na Remição pela Leitura, iniciativa que alia educação, reflexão e redução de pena. As ações se complementam com 1.163 participações em atividades culturais e esportivas, que fortalecem vínculos, disciplina e convivência social.
Na área de promoção social, a Agepen registrou cerca de 30 mil atendimentos em audiências psicossociais e 6 mil atendimentos voltados à inclusão, além da emissão de documentação civil, acompanhamentos individuais e em grupo, ações de enfrentamento à drogadição e atenção específica a grupos vulneráveis, como idosos, população LGBTQIA+ e mulheres privadas de liberdade.
Par a diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, os números consolidam uma política pública que vai além da custódia. “Cada atendimento, cada vaga de trabalho e cada oportunidade educacional representam um passo concreto no processo de ressocialização”, destaca. “Ao investir em assistência estruturada e humanizada, buscamos um sistema penitenciário mais eficiente, seguro e alinhado aos princípios da dignidade humana”, finaliza.
Comunicação Agepen





