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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Estado prevê investimentos de R$ 3,44 bi em 2026 e foco no equilíbrio fiscal

Governo espera leve alta nos aportes em infraestrutura e reforça ajustes para preservar contas públicas

Em meio ao esforço para preservar o equilíbrio fiscal em ano eleitoral, o secretário da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul), Flávio César Mendes de Oliveira, projeta um aumento de cerca de 3% nos investimentos do Estado, com foco principal na área de infraestrutura.

A dotação orçamentária para este ano prevê R$ 3,44 bilhões em investimentos, o equivalente a 12,65% do orçamento total estadual. O volume representa um crescimento de 3,30% em relação a 2025, quando os investimentos somaram R$ 3,33 bilhões, correspondentes a 12,61% do orçamento total de R$ 26,4 bilhões.

Em resposta ao Campo Grande News sobre o aumento da dívida do Estado, mantido sob controle, o secretário reforçou que a saúde das contas fiscais ao longo de 2025 abre espaço para a continuidade dos investimentos em 2026. “Estamos entrando em um novo ano com elevada projeção de investimentos e projetando mais avanços. Nesse contexto, o equilíbrio fiscal deve ser preservado como instrumento fundamental para garantir desenvolvimento, segurança institucional e melhores serviços para a população”, afirmou.

Segundo ele, o governo encerrou 2025 com a máquina pública mais ajustada, organizada e preparada para avançar ainda mais, “com planejamento, cumprindo nossos compromissos e olhando para o futuro com responsabilidade”.

Sem entrar em detalhes, o secretário disse que, ao longo de 2025, o governo precisou promover ajustes pontuais, com revisão de despesas e reforço no controle do custeio, na tentativa de manter o equilíbrio entre receitas e despesas sem elevação de impostos.

“Optamos por cortar gastos onde era possível para preservar os investimentos, manter políticas públicas essenciais e garantir que o Estado continuasse funcionando com equilíbrio. Esse cuidado foi fundamental para atravessar o período sem rupturas e sem transferir o peso do ajuste para a sociedade”, explicou.

Sobre a disparada das despesas correntes, como os gastos com pessoal, o secretário enfatizou que o aumento “foi absorvido” com planejamento e responsabilidade, sem comprometer a trajetória fiscal. “Mantivemos o cumprimento das metas do Programa de Ajuste Fiscal e a boa avaliação da nossa Capacidade de Pagamento, o que reforça a credibilidade do Estado e a confiança nas contas públicas”.

(*) Campo Grande News

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