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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Crimes contra a mulher representam 22% das audiências de custódia em 2025

DEAM realizou 1.224 prisões em flagrante, o que equivale a 26% dos casos registrados no período

Um em cada cinco presos levados às audiências de custódia em 2025 esteve envolvido em crimes contra a mulher, o que representa 22% do total de casos. Ao longo do ano, a Coordenadoria das Audiências de Custódia de Campo Grande atendeu 7.503 pessoas, das quais 1.661 estavam ligadas a esse tipo de ocorrência, incluindo prisões em flagrante e cumprimento de mandados judiciais.

Os dados apontam que a maior parte dos casos ocorreu no momento da prática do crime. Das 4.700 prisões em flagrante, 1.224 foram realizadas pela DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), número que representa cerca de 26% dos flagrantes analisados no período. Já em relação ao cumprimento de mandados de prisão, 437 dos 2.803 casos também tiveram ligação com ocorrências atendidas pela DEAM.

Ao todo, as 7.503 pessoas passaram por 6.689 audiências de custódia, já que algumas sessões contaram com mais de um custodiado. Os meses com maior número de audiências foram novembro e dezembro, ambos com 663 registros, seguidos por outubro, com 655. O menor volume foi observado em abril, com 440 audiências.

Flagrantes – No recorte específico das prisões em flagrante da Deam, dezembro concentrou o maior número de casos (179), seguido por setembro (172) e novembro (155). Em contrapartida, janeiro teve o menor registro, com 45 flagrantes. Já nos mandados de prisão relacionados à Deam, outubro liderou com 53 ocorrências, enquanto janeiro apresentou o menor número (18).

Principais Crimes – A análise do perfil dos crimes mostra que o tráfico de drogas liderou os autos de prisão em flagrante, com 29% dos casos, seguido pelos crimes contra a mulher (26%) e furto (16%). Também aparecem na estatística roubo e crimes de trânsito (4% cada), receptação e porte ou uso de armas (3% cada), homicídio (2%) e crimes sexuais (1%). Outros delitos somaram 12%.

Quanto às decisões judiciais, os magistrados converteram 2.399 prisões em preventivas, concederam 1.503 liberdades provisórias e proferiram 570 decisões envolvendo prisão domiciliar, monitoramento eletrônico ou internação. Também foram arbitradas 189 fianças, além de 39 casos de relaxamento de prisão ou declínio de competência.

O balanço anual ainda aponta uma tendência de crescimento das prisões em flagrante ao longo dos últimos anos, reforçando o papel das audiências de custódia como instrumento de controle da legalidade das prisões e de enfrentamento à criminalidade, especialmente nos casos de violência contra a mulher.

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