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Três Lagoas
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Celulose é o motor do agronegócio e coloca MS na liderança do crescimento nacional


Com avanço de 17,9% no setor agropecuário, Estado se consolida como potência da celulose, concentra investimentos bilionários e caminha para se tornar o maior produtor do País na próxima década

Mato Grosso do Sul é o estado que mais cresce no ranking do agronegócio. Conforme o último levantamento, MS atingiu o crescimento de 17,9% no setor. Grande parte desse sucesso vem da celulose. Com suas mega indústrias, além de gerar milhares de empregos, mudar para melhor a vida da população, as ‘gigantes’ do setor também fazem o Estado decolar no desenvolvimento.

O crescimento é tão grande que Mato Grosso do Sul deve se tornar, em um prazo de 10 anos, o maior produtor de celulose do Brasil. O Estado, que atualmente responde por quase um terço da celulose produzida no País, responderá por quase metade da produção nacional quando as megafábricas que já foram anunciadas estiverem em plena capacidade.

PRODUÇÃO RECORDE

Relatório publicado pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) – o sindicato patronal das indústrias de celulose, papel e derivados de madeira de floresta plantada – mostra que, em um ano o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose.

Celulose é o motor do agronegócio e coloca MS na liderança do crescimento nacional

Em Mato Grosso do Sul, as quatro linhas de produção em operação: três da Suzano e uma da Eldorado – transformaram em torno de 7,5 milhões de toneladas de madeira de eucalipto em celulose, aproximadamente um terço da produção nacional.

Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor de celulose do planeta. No ano passado, superou a China, e só está atrás dos Estados Unidos, que produz em torno de 48 milhões de toneladas de celulose. Sozinho, Mato Grosso do Sul produz mais celulose que o Japão, o nono maior produtor mundial, com 7,4 milhões de toneladas por ano.

RANKING

Conforme o ranking, atrás de Mato Grosso do Sul, o segundo que mais cresceu no setor agropecuário foi Tocantins (16,4%) e seguido do terceiro lugar, o Paraná (16,1%). O destaque mostra que tanto regiões consolidadas quanto novas fronteiras agrícolas vivem um momento de forte dinamismo.

O Centro-Oeste confirma seu protagonismo: além de MS na liderança, Mato Grosso (15,1%) e Goiás (10,7%) reforçam a região como o coração do agronegócio brasileiro, impulsionado por grandes safras, pecuária de escala e tecnologia.

Sul, Sudeste e Norte também avançam. Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo seguem relevantes, enquanto Tocantins, Roraima e Rondônia mostram a força da expansão agrícola no Norte, com oportunidades e desafios ambientais.

MERCADO DA CELULOSE

Celulose é o motor do agronegócio e coloca MS na liderança do crescimento nacional

A maioria da celulose produzida em Mato Grosso do Sul tem como destino países da Ásia, como a China, e países europeus, como os Países Baixos (Holanda) e a Itália. Conforme o Correio do Estado, as exportações de celulose representaram para Mato Grosso do Sul uma receita de US$ 2,7 bilhões (R$ 14,4 bilhões na cotação de ontem). Todo o Brasil, exportou US$ 10,6 bilhões, segundo o relatório da IBÁ.

A perspectiva para Mato Grosso do Sul nos próximos anos é positiva, já que o Estado receberá mais de 70% do total que deve ser adicionado à produção de celulose de fibra curta no Brasil. Dos quatro grandes projetos anunciados, três estão em Mato Grosso do Sul.

INVESTIMENTOS BILINÁRIOS DA CELULOSE

Celulose é o motor do agronegócio e coloca MS na liderança do crescimento nacional

O Estado recebe a Arauco, multinacional chilena que está em construção em Inocência. Os investimentos na unidade totalizam US$ 4,6 bilhões, e a capacidade da linha processadora de celulose será de 3,5 milhões de toneladas anuais quando estiver em pleno funcionamento.

Também em Mato Grosso do Sul, a Bracell, empresa com sede global em Cingapura – anunciou outros US$ 4,6 bilhões em investimentos para sua planta processadora de celulose em Bataguassu, às margens do Rio Paraná, na divisa com o estado de São Paulo.

A fábrica da Bracell projetada para Bataguassu terá capacidade de processar 2,4 milhões de toneladas de celulose, sendo metade na forma convencional, a kraft (placas), e a outra metade em celulose solúvel – usada nas indústrias têxtil, farmacêutica e alimentícia.

Por fim, há um projeto que já tem licença de instalação e estava pausado desde o fim da década passada. Trata-se da segunda linha da Eldorado de Três Lagoas, que também demandaria investimentos de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, com capacidade para 2,5 milhões de toneladas por ano.

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