27.6 C
Três Lagoas
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Conta chegou: pedágio na BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande pode bater R$ 60

Trecho já concedido terá cobrança eletrônica; novidade é a tarifa que pode chegar perto de R$ 60 para veículos de passeio

Por: Nathalia Santos

O pedágio na BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande já estava previsto desde o leilão da Rota da Celulose e, portanto, não chega a ser uma surpresa para quem acompanha o processo de concessão da rodovia.

A novidade agora é a definição dos valores, que indicam uma cobrança acumulada de quase R$ 60 para quem percorre todo o trecho entre os dois municípios.

A rodovia faz parte do pacote concedido ao Consórcio Caminhos da Celulose, que assumirá cerca de 870 quilômetros de estradas em Mato Grosso do Sul por um período de 30 anos. O contrato prevê investimentos em duplicações, faixas adicionais, melhorias de segurança e manutenção contínua, especialmente em corredores estratégicos para o transporte de cargas.

Quanto o motorista deve pagar

No trecho da BR-262 que liga Três Lagoas a Campo Grande, a cobrança será feita por meio do sistema free flow, sem praças físicas de pedágio. Pórticos eletrônicos ao longo da rodovia farão a leitura da placa ou da TAG do veículo, permitindo a passagem sem parada.

Conta chegou: pedágio na BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande pode bater R$ 60
Nas passagem de nível existentes na BR 262, a situação é tão precária que os veículos tem que desviar para o acostamento para não sofrer avaria (Foto: Ricardo Ojeda)

Conforme o portal Primeira Página, somados, os valores estimados para veículos de passeio ao longo de todo o percurso chegam a R$ 57,60, distribuídos em diferentes pontos da rodovia. A tarifa final varia conforme o tipo de veículo e o modelo de pagamento, com possibilidade de descontos para usuários frequentes e para quem utiliza sistemas automáticos.

Obras previstas no trecho

Além da cobrança, o contrato prevê 102 quilômetros de duplicação na BR-262, incluindo segmentos entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, além de obras complementares como acostamentos, terceiras faixas, melhorias na sinalização e adequações de segurança.

Essas intervenções fazem parte do plano de investimentos da concessão, que busca reduzir acidentes e melhorar a fluidez do tráfego em uma rodovia considerada essencial para a logística e a economia do estado.

Quando a cobrança começa

A concessionária deve assumir oficialmente o controle da rodovia em 2026. A cobrança do pedágio, no entanto, só poderá começar após a instalação dos pórticos e a execução das melhorias iniciais obrigatórias, conforme previsto no contrato e sob fiscalização do poder público.

Com a definição das tarifas, a expectativa agora se volta para a divulgação do cronograma detalhado das obras e para o impacto efetivo dos valores no dia a dia de quem utiliza a BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande.

Outras rodovias da Rota da Celulose

A concessão conhecida como Rota da Celulose não inclui apenas o trecho da BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande. O pacote de cerca de 870,3 km de estradas em Mato Grosso do Sul também engloba outros trechos importantes:

* MS-040: R$ 14,95 (km 47 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); R$ 14,90 (km 123 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); R$ 11,35 (km 217 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); Com total de R$ 41,20;

* MS-338: R$ 10,40 (km 312 – entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu);

* BR-267: R$ 5,15 (km 21 – entre divisa MS-SP e Bataguassu); R$ 12,10 (km 66 – entre Bataguassu e Casa Verde); R$ 10,05 (km 130 – entre Casa Verde e Nova Alvorada do Sul); R$ 16,40 (km 180 – entre Casa Verde e Nova Alvorada do Sul); Com total de R$ 43,70.

Rota da Celulose será pauta na próxima semana

O Governo de Mato Grosso do Sul realiza, na próxima segunda-feira (2), às 11h, no auditório da Governadoria, em Campo Grande, uma coletiva de imprensa para apresentar o planejamento da concessionária Caminhos da Celulose, consórcio vencedor da concessão da chamada Rota da Celulose.

Durante a solenidade, representantes da concessionária farão uma apresentação técnica detalhando as ações previstas para a recuperação, operação, manutenção e conservação do sistema rodoviário, além da implantação de melhorias e da ampliação da capacidade das vias concedidas.

O projeto contempla trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.