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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

População rural de Ribas do Rio Pardo denuncia abandono da Energisa e cobra providências urgentes

Algumas propriedades rurais estão sem energia há mais de 20 dias, porém a concessionária Energisa não apresenta uma solução para equacionar o problema

Moradores da zona rural da região do Posto Mutum, no município de Ribas do Rio Pardo, denunciam o abandono por parte da concessionária Energisa, que vem falhando reiteradamente no fornecimento de energia elétrica, sem apresentar explicações claras ou soluções concretas para a população afetada. A situação já ultrapassou os limites do aceitável e tem causado prejuízos severos a produtores rurais, pecuaristas e famílias que dependem diretamente desse serviço essencial.

CENÁRIO CAÓTICO

De acordo com relatos encaminhados ao Perfil News, a Energisa simplesmente não vem cumprindo sua obrigação básica de garantir o fornecimento regular de energia elétrica, especialmente na zona rural do município. Moradores afirmam que o descaso é antigo, mas se agravou nos últimos meses, transformando a realidade local em um cenário caótico e desumano.

“Falam bonito, mas ninguém resolve nada. De tanto descaso, vamos entrar com uma ação judicial para ver se conseguimos ao menos uma solução, pois não acreditamos mais na Energisa”, desabafaram moradores da região.

No site institucional, a empresa afirma: “Somos a Energisa, referência em energia, inovação e sustentabilidade. Há 120 anos, levamos energia de qualidade a milhões de brasileiros, impulsionando o desenvolvimento do país.” Contudo, essa promessa está longe de refletir a realidade vivida pela população rural de Ribas do Rio Pardo, especialmente no Posto Mutum, onde o fornecimento de energia é instável ou simplesmente inexistente.

“É lamentável. Pagamos uma das energias mais caras do mundo e recebemos um dos piores atendimentos que existe”, afirmou um consumidor.

PREJUÍZOS

Os prejuízos são incontáveis. Produtores relatam a perda de leite, queijos, carnes e outros produtos perecíveis, além do descarte de vacinas e medicamentos veterinários que dependem de refrigeração. A pecuária local também sofre com a interrupção de sistemas de ordenha, abastecimento de água e conservação de alimentos, comprometendo a produção e a renda das famílias.

Outro fator que causa ainda mais indignação é o fato de o município abrigar a maior fábrica de celulose do mundo, que gera um excedente de energia suficiente para abastecer uma cidade do porte de Campo Grande. Esse excedente é lançado no sistema nacional por meio do linhão de transmissão, enquanto comunidades rurais localizadas a poucos quilômetros da planta industrial permanecem no escuro.

Moradores afirmam que nenhuma autoridade política estadual tem dado a devida atenção ao problema. Reclamações formais já foram feitas aos órgãos competentes, mas até agora nenhuma resposta efetiva foi apresentada. “Enquanto isso, quem sofre é o cidadão, principalmente o pequeno produtor e as famílias mais humildes, que dependem desse serviço básico para viver e trabalhar”, reforça um dos denunciantes.

REVOLTA

A situação tem gerado revolta e sentimento de abandono. A população classifica o cenário como crítico e desumano, exigindo providências imediatas do poder público e dos órgãos fiscalizadores para que a concessionária seja responsabilizada e o fornecimento de energia seja restabelecido com dignidade e respeito.

Atualmente, encontram-se sem energia várias propriedades, das quais, Assentamento Novo Modelo, sem energia há 6 dias, fazenda Formoso, sem energia 20 dias, fazenda Passará e região estão há 8 dias sem energia.

A comunidade espera que essa denúncia não seja ignorada e que medidas urgentes sejam adotadas para garantir o direito básico ao acesso à energia elétrica, condição indispensável para o desenvolvimento, a produção rural e a dignidade humana.

O Perfil News aguarda posicionamento da Energisa para explicar sua versão sobre essa situação.

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