Três Lagoas vive um dos momentos mais decisivos de sua história recente. A cidade, que nas últimas décadas se destacou pelo forte crescimento econômico, começa agora a consolidar um novo estágio de desenvolvimento: a transformação desse crescimento em qualidade de vida concreta para sua população. Os dados mais recentes sobre indicadores sociais e urbanos confirmam aquilo que estudiosos e gestores públicos já vinham apontando — estamos avançando da expansão econômica para a consolidação social.
A administração do prefeito Cassiano Maia tem atuado de forma estratégica ao fortalecer um dos principais tripés que sustentam o desenvolvimento de qualquer cidade moderna: a educação. Esse investimento, porém, não ocorre de forma isolada. Ele caminha lado a lado com avanços na saúde, habitação, infraestrutura urbana, pavimentação asfáltica e drenagem, compondo um conjunto de políticas públicas que apontam para um futuro mais equilibrado e sustentável.
Os resultados começam a aparecer. De acordo com o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC), Três Lagoas é a primeira cidade média do Centro-Oeste — entre 100 mil e 500 mil habitantes — a figurar no ranking nacional de desenvolvimento sustentável. Trata-se de um marco relevante, que reforça o potencial da chamada Cidade das Águas como referência regional e modelo de crescimento planejado.
Na área da saúde, os resultados começam aparecer. Um estudo do Ranking de Competitividade dos Municípios aponta Três Lagoas como a 1ª colocada do Brasil em indicadores de acesso à saúde em 2025. Em um país onde o maior desafio muitas vezes é conseguir entrar no sistema público, liderar esse indicador revela uma rede de atendimento acessível e uma estrutura de portas abertas ao cidadão.
Entretanto, a análise técnica também revela desafios importantes. Quando o critério passa a ser a qualidade do atendimento, Três Lagoas aparece apenas na 30ª posição no Centro-Oeste. Esse contraste evidencia que, embora o acesso esteja garantido, a resolutividade — ou seja, a capacidade de solucionar definitivamente os problemas de saúde — ainda precisa avançar.
O diagnóstico é claro: o próximo passo está na ampliação das especialidades médicas e dos exames de alta complexidade. A Policlínica Regional, anunciada pelo Governo do Estado para 2027, surge como uma resposta concreta a esse desafio. A expectativa é reduzir filas, acelerar diagnósticos e melhorar significativamente a percepção de qualidade do serviço de saúde oferecido à população.
Na educação, o cenário segue lógica semelhante. Três Lagoas mantém resultados expressivos no IDEB, liderando o ranking entre as grandes cidades de Mato Grosso do Sul. Contudo, dados entre 2020 e 2024 indicam uma queda no acesso à educação infantil. Esse ponto merece atenção especial, já que creches e pré-escolas são infraestruturas sociais estratégicas: permitem a plena participação das famílias — especialmente das mulheres — no mercado de trabalho e garantem a base do aprendizado das futuras gerações.
Ciente desse desafio, o Governo Cassiano Maia tem apostado fortemente na ampliação da oferta educacional. Em apenas um ano de gestão, já foram entregues 180 vagas no CEI Mais Parque, além do início das obras do CEI Portinari, que deve atender outras 180 crianças. Em 2025, o município também avançou na estruturação do ensino em tempo integral, com o anúncio da construção da Escola de Tempo Integral do Montanini. Medidas como essas tendem a reverter a tendência de queda e recolocar Três Lagoas em posição de destaque nos rankings educacionais.
O panorama geral revela uma cidade com musculatura econômica, capacidade de gestão e liderança comprovada. O desafio que se impõe agora é transformar os bons indicadores em uma experiência cotidiana de bem-estar percebida em cada bairro, em cada família.
Ao focar na resolutividade da saúde, ampliar o acesso à educação infantil e manter os investimentos em infraestrutura urbana, Três Lagoas reúne todas as condições técnicas, políticas e sociais para se consolidar, definitivamente, como a melhor cidade de Mato Grosso do Sul para se viver. É uma questão de tempo — e de continuidade no caminho certo.
Por: Fernando Jurado (vereador e empresário)



