A cada ano, mais mulheres recorrem à Justiça para fugir da violência
Os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam um cenário preocupante em Três Lagoas quando o assunto é violência contra a mulher.
Entre 2020 e 2025, houve aumento significativo tanto nos pedidos de medidas protetivas de urgência quanto nos registros de violência doméstica, além de números expressivos de casos de estupro. Em 2025, o município ainda registrou um caso de feminicídio, reforçando a gravidade do problema.
MEDIDAS PROTETIVAS EM ALTA

O número de medidas protetivas de urgência solicitadas por mulheres vítimas de violência apresentou crescimento ao longo dos últimos anos. Em 2020, foram registrados 659 pedidos. No ano seguinte, o número subiu para 732.
Após uma leve queda em 2022, com 696 solicitações, os dados voltaram a crescer em 2023 (766) e 2024 (814), atingindo o maior patamar em 2025, com 888 medidas concedidas.
Em 2026, até o momento, já foram registradas 91 solicitações, número parcial que indica a continuidade da demanda por proteção judicial.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA MANTÉM PATAMAR ELEVADO

Os registros de violência doméstica também se mantêm em níveis elevados no município. Em 2020, foram contabilizadas 1.030 ocorrências.
Em 2021 e 2022, os números apresentaram pequena redução, com 1.012 e 994 registros, respectivamente. No entanto, a partir de 2023, os casos voltaram a crescer, chegando a 1.022 naquele ano e alcançando 1.099 ocorrências em 2024 e novamente em 2025.
Já em 2026, os dados parciais apontam 103 registros até agora.
CASOS DE ESTUPRO PREOCUPAM
Os casos de estupro também chamam atenção. Em 2020, Três Lagoas registrou 91 ocorrências. O número aumentou em 2021, com 103 casos, caiu em 2022 (80) e voltou a subir em 2023, quando atingiu 109 registros, o maior número da série analisada.
Em 2024, foram 106 casos, enquanto 2025 fechou com 85 ocorrências. Em 2026, até o momento, já foram registrados 8 casos.
FEMINICÍDIO EVIDENCIA GRAVIDADE
Além dos números elevados de violência, Três Lagoas registrou um caso de feminicídio em 2025, o crime mais extremo da violência de gênero. O dado reforça a necessidade de políticas públicas eficazes, fortalecimento da rede de proteção às mulheres e ações de prevenção e conscientização.



