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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

BR-262 entra no radar da violência nas estradas e aparece entre os trechos com mais mortes em MS

Por: Nathália Santos

Embora a BR-163 concentre o maior número de acidentes e mortes em Mato Grosso do Sul, o levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte) chama atenção para outra rodovia estratégica do Estado: a BR-262.

A via aparece entre os trechos mais perigosos quando o critério é número de mortes a cada 10 quilômetros, o que acende um alerta sobre a gravidade dos acidentes registrados ao longo do seu percurso.

UM CORREDOR ESTRATÉGICO E VULNERÁVEL

BR-262 entra no radar da violência nas estradas e aparece entre os trechos com mais mortes em MS

A BR-262 corta Mato Grosso do Sul de leste a oeste, ligando o Estado a São Paulo e à Bolívia. É uma rodovia essencial para o escoamento da produção agrícola, transporte de cargas e circulação interestadual. Vale lembrar que a rodovia é uma das principais no escoamento da celulose, produto que move a economia de Mato Grosso do Sul.

Justamente por esse perfil logístico intenso, a rodovia convive com tráfego pesado, presença constante de caminhões e longos trechos de pista simples, combinação que aumenta o risco de colisões frontais, um dos tipos de acidente mais letais.

TRECHOS CRÍTICOS

No levantamento da CNT, a BR-262, aparece entre os segmentos com maior número de mortes em intervalos de 10 quilômetros, ao lado de trechos da BR-163. Isso significa que, embora não lidere em volume total de acidentes, a rodovia apresenta pontos específicos onde a letalidade é elevada.

A característica predominante nesses casos envolve:

* Pistas simples com alto fluxo de caminhões;

* Trechos longos e monótonos, que favorecem a fadiga;

* Pontos com geometria desfavorável;

* Ultrapassagens em locais inadequados.

INFRAESTRUTURA E COMPORTAMENTO

BR-262 entra no radar da violência nas estradas e aparece entre os trechos com mais mortes em MS

O estudo aponta que 41,7% da extensão das rodovias analisadas em Mato Grosso do Sul apresenta algum tipo de problema, seja no pavimento, sinalização ou geometria da via.

No entanto, a principal causa dos acidentes segue sendo a ausência de reação do condutor, fator que envolve desatenção, uso de celular ao volante, sono e excesso de velocidade. No caso da BR-262, a combinação de infraestrutura desafiadora com falha humana potencializa o risco.

BR-163 CONCENTRA VOLUME; BR-262 PREOCUPA PELA GRAVIDADE

Enquanto a BR-163 concentra 47,2% dos acidentes e 31,3% das mortes nas rodovias federais do Estado, a BR-262 entra no debate como via de alta letalidade em pontos específicos.

O dado revela um cenário dual:

* A BR-163 representa o maior volume de ocorrências.

– A BR-262 apresenta trechos onde os acidentes tendem a ser mais graves.

OUTROS TRECHOS

O levantamento da CNT também mostrou que os piores trechos são:

* MS 376 MS-240 Paranaíba/Inocência  do km 81 até 100 Regular

* MS 269 MS-112 Cassilândia/Três Lagoas

* MS 265 MS-377 Inocência/Água Clara

DESAFIO

O levantamento da CNT reforça que o enfrentamento da violência nas rodovias de Mato Grosso do Sul não pode se concentrar apenas na BR-163.

A BR-262, pela sua importância estratégica e pelos índices de letalidade em determinados trechos, também exige atenção em termos de:

* Investimentos em duplicação e melhorias estruturais;

* Reforço na sinalização;

* Fiscalização de ultrapassagens e excesso de velocidade;

* Campanhas educativas voltadas a motoristas de carga e longa distância.

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