Titular da Semadesc, Jaime Verruck destacou a qualificação profissional e os desafios do novo cenário internacional da economia em MS
Por: Nathália Santos
A taxa de desocupação no Brasil encerrou 2025 em queda, segundo divulgou nesta sexta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral. No 4º trimestre do ano, o índice ficou em 5,1%, retraindo em relação ao mesmo período de 2024, quando foi de 6,2%.
O recuo ocorreu em um contexto de melhora sustentada no mercado de trabalho brasileiro ao longo de 2025, um ano em que o país registrou, segundo dados oficiais, a menor taxa anual média de desocupação da série histórica da PNAD desde 2012.
CENÁRIO NACIONAL E DIFERENÇAS REGIONAIS

No nível nacional, a redução do desemprego não se distribuiu de forma homogênea entre as 27 unidades da federação. No 4º trimestre de 2025, seis estados registraram queda significativa nos índices em comparação com os três meses anteriores, enquanto em outros a taxa permaneceu estável ou variou pouco.
Além disso, os dados apontam que o Brasil encerrou o ano com uma taxa composta de subutilização da força de trabalho, que combina desempregados, subocupados por insuficiência de horas e potencial força de trabalho, em níveis mais baixos do que nos últimos anos. Essa tendência reflete um momento mais robusto do mercado formal e informal, com maior participação de trabalhadores empregados ou em busca ativa de ocupação.
MATO GROSSO DO SUL ENTRE OS MELHORES DO PAÍS
No cenário estadual, Mato Grosso do Sul vem se destacando por manter um dos menores índices de desocupação do país ao longo de 2025, com 2,4% de desemprego no 4º trimestre, entre os mais baixos entre as 27 unidades da federação.
Esse desempenho acompanha uma trajetória de estabilidade e melhora sustentável no mercado de trabalho sul-mato-grossense observada durante o ano:
* No 1º trimestre de 2025, o estado já havia registrado uma taxa de desocupação de 4,0%, a menor para o período desde o início da série histórica da PNAD.
* No 2º trimestre, o índice caiu ainda mais, para 2,9%, consolidando o menor nível já registrado em Mato Grosso do Sul desde 2012 e posicionando o estado entre os quatro com menor desemprego do país.
* No 3º trimestre, o estado manteve esse patamar de 2,9%, sendo também uma das menores taxas do Brasil, repetindo a tendência de equilíbrio no mercado de trabalho.
NOVO CENÁRIO INTERNACIONAL EM MS
Autoridades estaduais atribuem esses resultados à combinação de fatores, como diversificação econômica, iniciativas de qualificação profissional e políticas públicas de empregabilidade, além de um ambiente local que favorece a criação de empresas e geração de empregos.

“O estado consolida um modelo de desenvolvimento que combina crescimento econômico, geração de empregos e aumento de renda, com base na produtividade e na atração de grandes players globais. Mais do que um indicador estatístico, essa taxa revela algo maior: confiança do investidor, dinamismo empresarial e capacidade de execução. O desafio agora é avançar na qualificação profissional, ampliar a inserção de jovens e manter a competitividade diante do novo cenário internacional”, escreveu o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.
INFORMALIDADE, OCUPAÇÃO E RENDA
Além da queda no desemprego, Mato Grosso do Sul também tem avançado em outros indicadores do mercado de trabalho. Relatórios regionais apontam que o estado apresenta níveis de ocupação acima de 60% da população em idade de trabalhar, um patamar que reforça a solidez da força de trabalho local.
No terceiro trimestre de 2025, o estado também registrou uma das menores taxas de informalidade do país, embora ainda relevante para grande parte da população ocupada, sinalizando que a transição para empregos formais tem sido mais eficaz do que em unidades da federação com mercados de trabalho mais fragilizados.
COMPARATIVO COM CAPITAIS E OUTRAS REGIÕES
Dados mais detalhados apontam que, mesmo dentro do estado, há diferenças entre áreas metropolitanas e interiores. Por exemplo, no primeiro trimestre do ano, a capital Campo Grande teve taxa de desocupação em torno de 4,1%, classificando-se entre as capitais brasileiras com menor desemprego no período.
O desempenho sul-mato-grossense contrasta com regiões onde o mercado de trabalho ainda enfrenta desafios, como no Nordeste e Norte do país, que, em alguns trimestres de 2025, registraram taxas significativamente mais altas.


