Por Flávio da Rocha Costa, Diretor de Logística da EBLog
Não é de hoje que automação, digitalização e inteligência de dados deixaram de ser promessa para se tornarem realidade nos principais portos do mundo. Esse avanço vem redefinindo o funcionamento das atividades portuárias e gerando impactos diretos em eficiência, segurança e sustentabilidade. Trata-se de um movimento irreversível. Terminais que integram tecnologia, conectividade e responsabilidade ambiental passam a operar cada vez mais com previsibilidade, menor custo operacional e maior capacidade de resposta às exigências do comércio internacional.
Ao falar dessa transformação, é inevitável citar o Porto de Roterdã, referência mundial em logística, que abriga alguns dos terminais mais automatizados do mundo, como o Maasvlakte II, onde processos e sistemas digitais integrados operam 24 horas por dia. O modelo é associado a avanços em previsibilidade operacional, produtividade e eficiência energética, inclusive em relatórios institucionais e de sustentabilidade da Autoridade Portuária de Roterdã. A tecnologia deixou de apenas apoiar a rotina no porto e passou a orientar decisões centrais da operação, como planejamento de atracação, gestão de pátio, sequenciamento de cargas e integração entre modais nos grandes hubs globais.
Vejo o Brasil avançando nessa mesma direção. O Porto de Santos, principal complexo portuário do país, vem ampliando o uso de soluções digitais e de monitoramento das operações, apoiado por iniciativas concretas de modernização. Entre os projetos em andamento estão a implantação de rede 5G e a adoção de projeto de gêmeos digitais, modelos virtuais que reproduzem a operação física do porto para simular cenários e apoiar decisões, para monitoramento e otimização operacional em tempo real. Esse movimento é acompanhado por um plano de investimentos divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, estimado em cerca de R$ 12,6 bilhões até 2028, voltado à expansão e modernização da infraestrutura portuária, com participação de recursos públicos e privados. Esses avanços reforçam a adoção da tecnologia como vetor de eficiência, previsibilidade operacional e competitividade logística para o país.
É dentro dessa lógica que concebemos o terminal portuário EBLog, da Eldorado Brasil. Desde o início, o projeto teve como base a eficiência das operações aliada à responsabilidade ambiental, com decisões orientadas por soluções digitais e integração de processos. O terminal opera com acompanhamento contínuo das atividades, o que amplia o controle, a previsibilidade e a tomada de decisão apoiada em inteligência operacional. A comunicação em tempo real entre as diferentes etapas da cadeia logística garante uma operação mais ágil, coordenada e segura.
Além disso, contamos com a certificação ISPS Code, que posiciona o EBLog dentro dos padrões internacionais de segurança portuária e reforça a confiabilidade do terminal. Outros fatores também contribuem para uma operação eficiente: a otimização dos fluxos logísticos reduziu os tempos de embarque e elevou a produtividade; e a integração com o modal rodoviário já faz parte da operação, enquanto a futura conexão ferroviária ampliará ainda mais a eficiência do escoamento.
Uma evolução que representa como a mudança estrutural na operação é um fator fundamental para que possamos avançar a passos largos para encurtar distâncias e levar nossa produção ao mundo de maneira sustentável e eficiente, do plantio de eucalipto até o embarque da celulose.
Nos portos, a tecnologia hoje orienta decisões e define caminhos operacionais. Ao apostar em soluções integradas, como fazemos no EBLog, mostramos que é possível alinhar inovação, segurança e sustentabilidade com competitividade.



