Em Três Lagoas, são 8 mulheres 3ª Bateria de Artilharia Antiaérea, entre oficiais e praças
Por: Nathália Santos
Pela primeira vez, mulheres passaram a integrar o serviço militar inicial como soldados nas Forças Armadas brasileiras. A incorporação histórica ocorreu nesta segunda-feira (2), marcando uma nova etapa na participação feminina na carreira militar no Brasil.
Em todo o país, 1.467 mulheres vão ser incorporadas em 13 estados e no Distrito Federal. No Brasil, alistamento é voluntário para mulheres.
RECRUTAS NO MS
Em Mato Grosso do Sul, 108 mulheres foram incorporadas: 93 no Exército Brasileiro, em Campo Grande, e 9 na Marinha do Brasil, em Ladário.

Em Campo Grande, as novas militares atuarão em unidades como o Hospital Militar de Campo Grande, o Colégio Militar e o Comando Militar do Oeste.
Já em Ladário, as incorporadas servirão no 6º Distrito Naval, exercendo funções nas áreas administrativa, de saúde, alimentação, intendência, manutenção e comunicação.
CERIMÔNIA EM CAMPO GRANDE
A cerimônia de incorporação contou com desfile da tropa, execução do Hino Nacional e presença de familiares e autoridades.
Uma das jovens incorporadas, de 18 anos, destacou que sempre teve o desejo de servir ao Exército e vê na oportunidade uma chance de crescimento pessoal e profissional.
Segundo a oficial responsável pela instrução, as novas soldados passarão inicialmente por um período de adaptação à rotina militar antes de serem distribuídas às unidades onde irão atuar.
A medida integra a nova política que permite o alistamento voluntário de mulheres no serviço militar inicial, antes restrito aos homens de forma obrigatória. A expectativa é que, até 2030, o percentual feminino nessa modalidade alcance cerca de 20%.
Ao todo, 586 mulheres se inscreveram no processo seletivo, que incluiu etapas como exames médicos, avaliação odontológica e entrevistas realizadas entre 2025 e o início de 2026.

As incorporadas receberão remuneração equivalente a um salário mínimo, além de benefícios como vale-transporte. Durante o período de serviço, poderão progredir na carreira até a graduação de 3º sargento. Após o desligamento, passam a integrar a reserva não remunerada.
EM TRÊS LAGOAS
A incorporação das novas soldados reforça um processo que já vinha sendo construído internamente nas unidades militares, evidenciando o avanço da participação feminina na estrutura das Forças Armadas.
Como exemplo desse cenário, a 3ª Bateria de Artilharia Antiaérea possui atualmente em seus quadros 2 tenentes e 6 sargentos do segmento feminino, demonstrando que a presença das mulheres já é realidade tanto em funções técnicas quanto em posições de liderança.




