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segunda-feira, 9 de março de 2026

Da olaria à liderança na Suzano: a trajetória de Mônica Catânia que revela o poder transformador do setor de celulose


Criada na zona rural e acostumada desde cedo ao trabalho duro, Mônica Catânia venceu desafios, investiu nos estudos e, após 18 anos no setor de celulose, chegou à chefia de um importante setor da Suzano, em Três Lagoas, tornando-se exemplo de ascensão profissional e inspiração para novas gerações

A trajetória de Mônica Catânia, atual gerente de Recursos Humanos da unidade da Suzano em Três Lagoas, é daquelas histórias que mostram que o ponto de partida não determina o destino de ninguém. Criada em uma família simples, acostumada desde cedo ao trabalho duro na zona rural, ela transformou desafios em oportunidades e, após quase duas décadas de dedicação ao setor de celulose, tornou-se exemplo de ascensão profissional e inspiração para muitas pessoas.

Da olaria à liderança na Suzano: a trajetória de Mônica Catânia que revela o poder transformador do setor de celulose

Natural de Três Lagoas, Mônica cresceu acompanhando de perto o esforço dos pais, que trabalhavam em uma olaria, moldando tijolos sob o sol forte para garantir o sustento da família. A infância também foi marcada pelas estradas de terra e pelas fazendas onde viveu parte da vida, cenário que ajudou a construir o espírito de responsabilidade, perseverança e coragem que hoje define sua trajetória.

Filha de trabalhadores simples, ela estudou toda a vida em escolas públicas. Desde cedo compreendeu que o conhecimento seria a principal ferramenta para mudar sua realidade. Com dedicação e disciplina, conquistou uma vaga na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde se formou em Administração — o primeiro grande passo rumo a uma carreira que viria a ser construída degrau por degrau.

Uma carreira construída passo a passo

A entrada no setor de celulose aconteceu há 18 anos, quando Mônica iniciou sua trajetória como estagiária na antiga International Paper. Ali começou um processo de aprendizado contínuo que moldaria sua carreira.

Com dedicação e vontade de crescer, ela passou por diversas etapas profissionais: assistente, analista júnior, analista pleno, analista sênior e consultora, até chegar ao cargo de liderança que ocupa atualmente na Suzano, uma das maiores empresas do setor de celulose do mundo.

Da olaria à liderança na Suzano: a trajetória de Mônica Catânia que revela o poder transformador do setor de celulose

Para ela, a origem humilde nunca foi um obstáculo, mas sim um combustível.

“Eu sou uma menininha matutinha, criada na zona rural. Se eu deixasse o meio em que vivi me limitar, não estaria aqui hoje. É você quem diz onde quer chegar, não o seu ponto de partida”

Um reencontro emocionante com as próprias raízes

Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu durante uma visita técnica às áreas florestais da Suzano. Ao chegar em duas fazendas da região, Mônica percebeu que estava pisando exatamente nas terras onde havia vivido parte da infância.

A emoção foi imediata. “Passou um filme na cabeça. Eu me emocionei, chorei. Foi ali que construí parte da minha história.”

Aquele momento simbolizou um ciclo completo: o mesmo campo que antes representava o trabalho árduo da família agora fazia parte de sua trajetória profissional em uma posição de liderança.

O setor que transformou uma família inteira

A história de Mônica também demonstra como o setor de celulose se tornou um motor de transformação social em Três Lagoas e em todo o Mato Grosso do Sul. Inspirados por sua trajetória, praticamente toda a família acabou ingressando no segmento.

Hoje, o pai trabalha como motorista de tri-trem, a mãe atua em viveiros de mudas, a irmã segue carreira na área de logística e o irmão atua no setor florestal.

Segundo ela, a celulose trouxe estabilidade, dignidade e novas perspectivas para todos. “A celulose me proporcionou muitas coisas: minha casa, meu carro, estabilidade financeira. Mas, mais do que isso, me deu oportunidade de crescer.”

Mônica é casada e, por enquanto, não tem filhos, dedicando-se intensamente à carreira e à gestão de pessoas em uma operação que envolve milhares de trabalhadores.

A força da mulher que rompe barreiras

A trajetória de Mônica também representa a força da mulher que, mesmo vindo de um contexto simples e de um setor historicamente masculino, conquistou espaço e respeito por meio da competência.

Da olaria à liderança na Suzano: a trajetória de Mônica Catânia que revela o poder transformador do setor de celulose

Ela conta que, no início da carreira, havia menos mulheres no ambiente industrial, mas isso nunca foi um fator limitante.

“Talvez eu não visse tantas mulheres ao redor no começo, mas nunca me senti impedida de crescer. Sempre procurei fazer bem o meu trabalho e ser um exemplo para que outras mulheres também ocupem esses espaços.”

Sua história mostra que a determinação feminina pode romper barreiras e abrir caminhos para novas gerações.

Suzano e a valorização das pessoas

Para Mônica, parte importante de sua trajetória também se deve ao ambiente corporativo que encontrou ao longo da carreira. A Suzano, empresa onde atua atualmente, é reconhecida pela valorização de seus colaboradores e pela criação de oportunidades reais de crescimento.

Na unidade de Três Lagoas, mais de 80% das posições são preenchidas por profissionais que já fazem parte da própria organização, o que demonstra a força da valorização interna.

Além disso, a empresa investe constantemente na qualificação de trabalhadores por meio de parcerias com instituições como SESI e SENAI, ampliando o acesso à formação técnica e profissional.

Hoje, Mônica participa diretamente da gestão de pessoas de uma força de trabalho que reúne milhares de colaboradores diretos e terceiros, contribuindo para o desenvolvimento de talentos locais.

Três Lagoas e a transformação econômica

Ao longo de sua vida, Mônica acompanhou de perto a transformação econômica de Três Lagoas com a chegada das grandes indústrias de celulose. O município, que antes tinha uma economia mais restrita, tornou-se um dos principais polos mundiais do setor.

“O sentimento que eu tenho hoje é de muito orgulho. O setor trouxe uma transformação enorme para a cidade e continua gerando oportunidades.”

Segundo ela, a evolução da mão de obra local também é evidente, impulsionada por programas de qualificação e pela presença de instituições de ensino técnico e superior.

Fé, coragem e protagonismo

Pessoa de fé, Mônica acredita que sua história é resultado da combinação entre esforço pessoal, oportunidades e espiritualidade.

“Eu acredito que Deus tem uma história para cada um de nós. Mas também acredito que precisamos fazer a nossa parte.”

Para quem está desanimado ou acredita que não há espaço para crescer, ela deixa um conselho direto e inspirador: “Não deixe que o meio onde você vive limite quem você pode ser.”

Segundo ela, três pilares são fundamentais para construir uma carreira sólida:

  • protagonismo
  • qualificação
  • coragem para aproveitar oportunidades

“Não adianta esperar cair do céu. Precisa buscar.”

Uma história que inspira

Da menina criada entre o barro das olarias e as estradas de terra da zona rural à gerente de Recursos Humanos de uma das maiores empresas do setor de celulose do mundo, Mônica Catânia representa muito mais do que uma trajetória profissional de sucesso.

Ela simboliza a força da mulher brasileira, a importância da educação, o valor da determinação e as oportunidades que surgem quando empresas e trabalhadores caminham juntos.

Sua história mostra que, com preparo, coragem e responsabilidade, é possível subir — degrau por degrau — e transformar sonhos em realidade. E que o setor de celulose, especialmente em cidades como Três Lagoas, continua sendo uma porta aberta para quem deseja construir um futuro melhor.

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