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quarta-feira, 11 de março de 2026

Guerra no Irã provoca desabastecimento do diesel no Brasil e prejudica colheita da soja e encarecimento dos fretes

Logo após o início da guerra no Irã, que já atinge outros países do Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo começaram a oscilar, de U$70,00 para U$120,00, provocando agitação no mercado, principalmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa em torno de 20% de todo petróleo consumido no planeta.

Os Estados Unidos, principais provocadores da guerra, começaram a anunciar, no início desta semana, a possibilidade de o conflito chegar ao seu final, fato que o próprio Iran contesta, mas por isso ou por outros fatores, o preço internacional do petróleo chegou a cair para R$89,90 nesta terça-feira (10).

Essa volatilidade dos preços de um produto essencial como o petróleo, vem afetando vários setores da economia mundial. O Brasil é autossuficiente na produção do petróleo bruto, mas ainda depende de importação de grande parte dos refinados; óleo diesel e gasolina para abastecimento da demanda nacional.

Vários setores da economia nacional estão sendo prejudicados, principalmente o agronegócio, neste momento da colheita da soja e plantio de outras culturas, além dos transportes, que dependem do óleo diesel.

No Estado de Mato Grosso do Sul, igualmente os produtores rurais enfrentam grandes dificuldades para adquirirem o diesel. Os TRR’s Transportadores Revendedores Retalhistas de óleo diesel não estão conseguindo carregar nas distribuidoras.

Nesta terça-feira (10), a Petrobrás anunciou o leilão de 20 milhões de litros para atender os TRR’s, mas apenas do Estado do Rio Grande do Sul.

Mesmos aqueles considerados “bandeirados”, adquirentes das grandes distribuidoras, estão com dificuldades de carregamento e preços, incluindo os postos revendedores, quando se trata do óleo diesel. Quando conseguem o produto (as distribuidoras), distribuem parceladamente aos bandeirados, conforme a média adquirida nos últimos meses, levando os comerciantes à mesma prática aos seus clientes.

A atual situação está levando grandes empresas, como as usinas de etanol, a utilizarem seus reservatórios da fabricação, para armazenar óleo diesel, prevendo o aumento da crise.

Segundo comerciantes de Chapadão do Sul, observa-se que preços do óleo diesel estão variando diariamente, acompanhando lentamente a oscilação do preço do petróleo.  “Eles são controlados pela Petrobrás, que age antecipadamente no mercado interno, para evitar desabastecimento, e ao mesmo tempo, aumenta a exportação (do petróleo), aproveitando-se da volatilidade dos preços internacionais”, estão deduzindo.

A guerra no Irã teve início no dia 28 de fevereiro último, e já no dia 02 de fevereiro, começou a crise do abastecimento do diesel. Em Chapadão do Sul, os preços aos TRR’s, nas distribuidoras foram reajustados de R$ R$5,40 para R$6,06 aproximadamente e já no dia seguinte (04) elas suspenderam o carregamento aos não contratados (não bandeirados), iniciando assim a atual crise. Durante a primeira semana do conflito no Oriente Médio, as distribuidoras, além de restringirem o carregamento, elevaram o preço do diesel para R$7,72.

”Sofremos grande risco de prejuízos, pois, além da variação dos preços, a falta do produto, ainda o diesel representa em torno de 52% de todo nosso custo de operação”, disse um gerente de TRR.

Essa preocupação do gerente de TRR se estende para as demais transportadoras pelo Brasil, pois, até repassarem os custos ao valor dos fretes, podem amargar prejuízos e também a falta do importante insumo, e terem os seus veículos paralisados, o que pode prejudicar o desabastecimento de forma geral.

Fonte: Jovemsulnews (Norbertino Angeli)

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