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segunda-feira, 23 de março de 2026

Primeira vez no Brasil: Fiems participa de abertura de COP15 em Campo Grande

O diretor de relações institucionais e governamentais da Fiems, Robson Del Casale, representando o presidente da instituição, Sérgio Longen, participou, nesta segunda-feira (23), da abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande. É a primeira vez que o Brasil sedia o evento promovido pela Organização das Nações Unidas.

Além de reforçar a presença do país como agente ativo no cenário ambiental e ecológico internacional, a escolha da cidade para sediar a Conferência posiciona o Pantanal como território simbólico e político da agenda global de conectividade ecológica.

Primeira vez no Brasil: Fiems participa de abertura de COP15 em Campo Grande
Foto: Divulgação

Para Del Casale, a participação no evento representa mais um compromisso da indústria de Mato Grosso do Sul com a agenda global de sustentabilidade. “Após quatro meses de realização da COP30, em Belém, aqui em Campo Grande acontece a COP15, focada em espécies migratórias. É importante a Federação das Indústrias estar presente, participando da discussão e marcando uma posição firme para reforçar a ideia de produção com sustentabilidade, olhando de forma muito especial para o Pantanal sul-mato-grossense”.

O bioma é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e uma das principais rotas migratórias das Américas.

Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou que os pilares da gestão dialogam com o propósito da COP15. “Colocamos Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão que está muito atrelada à nossa estratégia para o crescimento e a prosperidade em atividades agropecuárias de processamento, indústrias e serviços, com sustentabilidade. Acho que isso está chamando a atenção do mundo, porque são duas agendas globais, energia e segurança alimentar, que temos colocado como prioritárias para o Estado”.

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climática, Marina Silva, a realização do evento demonstra o forte compromisso do governo do Brasil com a sustentabilidade e com o multilateralismo.

“Precisamos conectar nações, políticas, ciência e saberes tradicionais para garantir que as espécies migratórias sigam seu caminho. A vida é travessia, o encontro e continuidade. Proteger essas rotas é alimentar a esperança de que o planeta permaneça vivo e diverso. Vivemos um tempo de urgência. O relatório divulgado pela CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres) mostra que 49% das espécies apresentam declínio populacional e 24% já se encontram ameaçadas de extinção. Fatores de pressão como a crise climática, a degradação dos ecossistemas, a perda de biodiversidade e poluição impactam, não só as espécies migratórias, mas também a segurança alimentar, a qualidade da água e o equilíbrio da vida no planeta”.

Já a vice-diretora executiva do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Elizabeth Mrema, ressaltou que os desafios ambientais exigem resposta global. “Nenhum país consegue agir sozinho. A sobrevivência depende de todos nós, em uma ação internacional coordenada”, afirmou.

A secretária executiva da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias), Amy Fraenkel, destacou a importância do tema desta edição, “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, no sentido de conectividade ecológica para o futuro do planeta. “Ela não é essencial apenas para as espécies migratórias, mas sustenta toda a vida na Terra, incluindo nossas economias, nossa saúde e nosso futuro”.

Desde 1979, quando foi criada, a CMS é o único acordo global especializado no tema, sendo a Conferência das Partes (COP) a principal instância decisória do organismo ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). A reunião dos 132 países membros, além da União Europeia, ocorre a cada três anos e debate ações de cooperação internacional, atualização das listas de espécies protegidas pelo acordo, orçamento do Secretariado da CMS e resoluções que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.

Nesta edição da Conferência, são esperadas mais de 2 mil pessoas, entre representantes de governos, organismos internacionais, especialistas, sociedade civil, povos indígenas e comunidades tradicionais. Além das 133 partes signatárias da CMS, outros 28 países participam de acordos e memorandos específicos da Convenção. A COP15 será realizada até o dia 29 de março, no Expo Bosque, e Campo Grande.

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