Entenda como funciona a estrutura do SUS e como União, estados e municípios dividem responsabilidades na gestão da saúde
Você já se perguntou como o dinheiro da saúde pública é aplicado e quem é responsável por cada etapa do atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde)?
A resposta passa por um modelo chamado gestão tripartite, no qual União, estados e municípios compartilham responsabilidades no financiamento e na execução das ações de saúde.
No SUS, esse modelo permite organizar desde a vacinação e consultas básicas até atendimentos hospitalares de alta complexidade, garantindo que os recursos cheguem aos serviços utilizados pela população.
Gestão tripartite: como funciona
O financiamento da saúde pública no Brasil é dividido entre três níveis de governo:
- União, responsável por repasses nacionais e políticas estratégicas;
- Estados, que coordenam a rede regional de saúde e apoiam os municípios;
- Municípios, responsáveis pela execução direta da maior parte dos serviços, como atendimento nas unidades de saúde.
Esse modelo permite que os recursos sejam distribuídos de forma organizada entre as diferentes etapas do atendimento.
Como o recurso chega aos municípios
Grande parte do financiamento da saúde funciona por meio de transferências chamadas de “fundo a fundo”.
Nesse modelo, o recurso sai do Fundo Nacional de Saúde e é transferido para os fundos estaduais e municipais, que utilizam os valores para custear serviços, programas e ações de saúde.
Na prática, isso significa que o Governo do Estado exerce papel central na organização e distribuição dos recursos, coordenando a rede regional de saúde e garantindo o apoio necessário para a execução dos atendimentos no SUS.
“O financiamento da saúde é compartilhado, mas ele só se concretiza de fato quando chega na ponta, no atendimento à população. Por isso, é fundamental essa articulação entre União, Estado e municípios, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e cheguem onde as pessoas mais precisam”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.
Onde os recursos são aplicados
Os recursos públicos financiam diferentes áreas da rede de saúde, entre elas:
- Atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde);
- Serviços de urgência e emergência;
- Consultas, exames e cirurgias;
- Programas de vacinação e prevenção;
- Custeio de hospitais e unidades especializadas.
Também são utilizados para aquisição de medicamentos, equipamentos, manutenção das unidades e pagamento de profissionais de saúde.
Investimento em saúde no Estado
Dados do RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) mostram que, em 2025, Mato Grosso do Sul aplicou mais de R$ 2,95 bilhões em ações e serviços públicos de saúde, considerando diferentes fontes de financiamento.
Somente com recursos próprios do Estado, foram R$ 2,39 bilhões investidos na área, valor que corresponde a 12,26% da receita estadual, percentual acima do mínimo constitucional exigido.
“Esse investimento é essencial para manter a rede funcionando e ampliar o acesso da população aos serviços. O Estado tem atuado de forma contínua para fortalecer a assistência e apoiar os municípios em todas as regiões”, reforça o secretário Maurício Simões.
Quem executa os serviços
Embora o financiamento seja compartilhado entre os três níveis de governo, a maior parte dos atendimentos é realizada pelos municípios, especialmente na Atenção Primária.
Cabe ao Estado organizar a rede regional de saúde, apoiar os municípios e garantir serviços de média e alta complexidade, como hospitais regionais, transplantes, centros especializados e programas estratégicos.
Uma rede integrada
O modelo tripartite permite que o SUS funcione como uma rede integrada, onde cada esfera de governo assume responsabilidades específicas.
Essa estrutura garante que a população tenha acesso a diferentes níveis de atendimento, desde a unidade básica de saúde até hospitais especializados, dentro de um sistema público que atende milhões de brasileiros todos os dias.
“O Estado tem um papel central na organização da rede de saúde, articulando os serviços e ampliando o acesso da população. Esse trabalho é essencial para garantir mais qualidade e eficiência no atendimento em todas as regiões”, finaliza o secretário.
(*) André Lima, Comunicação SES




