29.9 C
Três Lagoas
sexta-feira, 27 de março de 2026

Entenda como a popularização das IAs aumentou em até 400% o preço de eletrônicos no Brasil

A crise de escassez de memórias RAM e a expansão dos Data Centers trouxe um impacto significativo no bolso de cidadãos do mundo todo

As inteligências artificiais se popularizaram no início da década, com o lançamento do Chat GPT. O modelo se tornou, em pouco tempo, uma ferramenta utilizada diariamente por diversas pessoas para facilitar o seu trabalho, atividades escolares e até automatizar tarefas. 

As principais Big Techs do mundo, como Google, Microsoft e Meta, vislumbraram um mercado que tinha um forte potencial de expansão e começaram a investir fortemente na criação dos seus próprios modelos. Mas o que ninguém esperava era o impacto que esses investimentos bilionários em Data Centers teriam no bolso dos consumidores.

MAS O QUE SÃO DATA CENTERS?

Para treinar um modelo de inteligência artificial robusto, como o Gemini, da Google, ou o Copilot, da Microsoft, essas empresas precisam investir, antes de tudo, em uma quantidade avassaladora de peças de alta performance. Nesse processo, são construídos espaços quilométricos próprios chamados de Data Centers.

Um Data Center (centro de processamento de dados) é uma instalação física enorme que abriga servidores — ou seja, supercomputadores — de uma empresa. No contexto das IAs, eles são projetados para processar em alta velocidade os milhões de pedidos simultâneos dos usuários e devolver respostas em milissegundos.

O problema de construir um Data Center para IA, como no caso da Google, é que são bilhões de dólares gastos para manter infraestruturas que, além de gastar muita energia, processam até quatrilhões de dados por segundo. Para isso, é necessário ter um equipamento extremamente potente. É justamente aqui que o bolso do brasileiro foi impactado.

Entenda como a popularização das IAs aumentou em até 400% o preço de eletrônicos no Brasil
Interior de um Data Center. (Foto: Divulgação)

O IMPACTO NO VAREJO BRASILEIRO

Big Techs do mundo todo começaram a comprar peças fundamentais para seus supercomputadores de forma tão desesperada para o funcionamento de suas IAs — como chips de GPUs, processadores e, principalmente, pentes de memória RAM —, que as principais fabricantes desses hardwares, como a Intel e a Nvidia, ficaram com estoque escasso.

Com menos peças disponíveis para compradores comuns, o preço aumentou significativamente — lei da oferta e demanda. A alta de preços dessas peças foi gigantesca no mundo inteiro. No Brasil, computadores, notebooks e celulares encareceram de 200% a 400%. 

O valor desses eletrônicos cresceu tanto que, pela primeira vez, se tornou comum comprar computadores sem essas peças fundamentais — o que, literalmente, os tornam inutilizáveis. Para os brasileiros, o prejuízo foi maior pelo fato de produtos eletrônicos serem vendidos com base no dólar.

A expectativa dos especialistas é de que os preços altos durem pelo menos até 2027, com chances remotas de se estenderem até 2028.

Por João Pedro A. C. Oliveira

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.