Com a nova organização, a população deverá buscar, inicialmente, atendimento nas unidades básicas de saúde do município, como as Unidades de Saúde da Família (USFs)
A rede pública de saúde de Três Lagoas passará por uma reestruturação importante a partir do dia 4 de maio. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul informou, em nota enviada nesta sexta-feira com exclusividade ao Perfil News, que o Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé deixará de atender por demanda espontânea. A partir da nova data, o acesso à unidade ocorrerá exclusivamente por meio da regulação do Complexo Regulador Estadual.
A mudança marca uma nova etapa no funcionamento do hospital, que passa a atuar de forma mais estratégica dentro da rede pública, com foco em atendimentos de média e alta complexidade. A expectativa é ampliar a capacidade de resposta para casos mais graves e especializados, garantindo maior eficiência e resolutividade nos serviços prestados.
HOSPITAL DE REFERÊNCIA
Referência em toda a macrorregião, o Hospital Regional reforça sua atuação em áreas como cardiologia, neurologia, neurocirurgia e cirurgia pediátrica. Segundo a Secretaria de Saúde, o objetivo é assegurar que cada paciente seja atendido no local adequado e no momento oportuno, evitando sobrecargas e otimizando os recursos disponíveis no sistema público.
Apesar da alteração no fluxo de atendimento, a unidade continuará oferecendo diversos serviços, incluindo internações clínicas, pediátricas e cirúrgicas, realização de cirurgias eletivas, atendimentos de urgência e emergência, além de leitos complementares para adultos e crianças e consultas ambulatoriais em diferentes especialidades.
O QUE MUDA PARA A POPULAÇÃO
Com a nova organização, a população deverá buscar, inicialmente, atendimento nas unidades básicas de saúde do município, como as Unidades de Saúde da Família (USFs), para casos de menor complexidade e acompanhamento contínuo. Situações de urgência e emergência de baixa e média complexidade deverão ser encaminhadas à UPA ou ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.
Nos casos em que houver necessidade de atendimento especializado, caberá ao município solicitar o encaminhamento ao Hospital Regional por meio do sistema estadual de regulação.
A medida representa mais do que uma mudança operacional: trata-se de uma estratégia para reorganizar a rede de saúde, fortalecer a estrutura hospitalar e garantir maior agilidade e precisão no atendimento à população.





