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terça-feira, 16 de junho de 2026

Liberação de Tevez pode abrir crise no Corinthians

14/01/2006 10h41 – Atualizado em 14/01/2006 10h41

Lancepress!

A preocupação de Tevez sempre foi evitar ser chamado de privilegiado. Principal ídolo da torcida corintiana, o argentino sempre procurou ao máximo evitar estrelismos e badalações desnecessárias. Foi pensando nisso que, quando pediu para ser liberado pelo técnico Antônio Lopes, no último domingo, o atacante pediu também para que a decisão fosse mantida em segredo. Até para o elenco. Lopes aceitou e evitou falar no assunto. Até Tevez deixar o campo na última quarta dizendo que não jogaria no domingo nem se ele mandasse. Foi quando o treinador contou o acordo, sem saber explicar por que a decisão não havia sido anunciada. O segredo foi mantido e quase nenhum jogador soube da liberação. O zagueiro Betão, melhor amigo do argentino e seu companheiro de quarto na concentração, foi um dos poucos informados sobre a viagem. “Entrei no quarto do Betão e quando vi o Xavier estava lá. Não entendi nada”, disse o zagueiro Sebá. Betão era o único capaz de dar detalhes, mas não muitos. Disse que o amigo havia pedido dez dias para uma preparação especial com a seleção argentina, não conseguiu e pediu para, pelo menos, viajar para conversar com a comissão da seleção de seu país. Tevez, que ainda não tem vaga assegurada no ataque da Argentina, esforça-se para agradar aos responsáveis pela equipe nacional. O mistério era para evitar problemas. O plano não deu certo. O segredo, agravado pela reclamação em má hora do argentino, fez com que teorias e mais teorias fossem criadas e a primeira crise do ano se instalasse no elenco corintiano. Segredo que ainda irrita Antônio Lopes.

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