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sábado, 21 de março de 2026

Artigo: Nas mãos do PMDB

19/09/2005 10h53 – Atualizado em 19/09/2005 10h53

Alexandre Garcia

Primeiro foi Valdemar Costa Neto, do PL. Depois, Carlos – ex-bispo – Rodrigues, sem partido. Agora, Severino Cavalcanti deve renunciar para não perder os direitos políticos. Além disso, há também a liminar do Supremo que beneficia os deputados ameaçados de cassação. Acabar em nada não vai. Vai é acabar mais tarde. Se era para acabar em abril, acaba em maio, junho, agosto – mais perto das eleições. É tudo que a oposição quer: que o PT sangre por mais tempo. Mas não com Severino nesse grupo. Ele parece ter jogado a toalha, depois de esgotado o estoque de ingênuas explicações para o cheque sacado por sua secretária.Quanto ao PT, o partido sai dessa eleição rachado. Uma eleição a que, significativamente, não compareceu o seu presidente de honra. Com o PT rachado e o seu governo enfraquecido, a dependência do governo fica cada vez mais nas mãos da sensatez da oposição e do PMDB.O maior partido no Senado e virtualmente maior bancada na Câmara, já que o PT está rachado, o PMDB segue o bordão de Brizola, comendo o mingau quente pelas bordas. Pega um ministério aqui e ali e vai tomando o segundo escalão, de onde os petistas vão saindo. O presidente Lula vai ficando nas mãos do PMDB de José Sarney, Renan Calheiros e Jáder Barbalho, que há duas semanas nomeou o presidente da Eletronorte. Nas mãos do PMDB e tendo parte do PT na oposição… Seja qual for o resultado formal da eleição interna, o resultado prático é racha. E com risco de futuro, porque embora muitos exijam renovação, não há idéias novas. A maior parte insiste nas antiquadas, já reprovadas pelo juízo implacável da história. O PT parece marcado pela estrela do 13, o número de sua sigla. Vive uma agonia que começou em um dia 13 – de fevereiro de 2004 – quando, a 13 meses e 13 dias de seu governo, estourou o escândalo Waldomiro Diniz, um nome com 13 letras mais uma – o “z”, de zebra.

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