22/02/2005 14h20 – Atualizado em 22/02/2005 14h20
Invertia
A Coca-Cola adaptou o formato econômico à latinha de refrigerante. No Rio de Janeiro e em Porto Alegre, cidades escolhidas para testar o produto, o refrigerante já está sendo vendido em latas de 250 ml. O volume é 100 ml menor que o da lata padrão. O preço não deve ultrapassar R$ 1 e, juntamente com a garrafa pequena do refrigerante, de 200 ml e vendida (teoricamente) a R$ 0,50, busca ampliar o mercado mais perto da base da pirâmide social, e ainda quebrar a resistência de quem hoje evita a bebida doce e gaseificada preocupado com a barriga. “Buscamos adequar o leque de opções de formatos e quantidade a todo o tipo de público e para o consumo familiar ou individual”, explica Brian Smith, presidente da Coca-Cola Brasil. Latinhas de 250 ml e 350 ml Fechados os números de 2004, a empresa registrou aumento de 7% no volume de vendas e de 12,1% no faturamento, que chegou a R$ 7,4 bilhões. Só a chamada família Coca-Cola, marca líder que responde por mais de 50% da receita da empresa, cresceu 9% em relação ao ano anterior. A segunda mais forte é a Fanta, embora haja mercados – como o de Salvador – em que o líder é o guaraná Kuat. Brian anuncia para este ano investimentos de R$ 600 milhões com foco na ampliação da capacidade produtiva, no marketing e no incremento dos vasilhames retornáveis. Neste último quesito, a preocupação está na redução do preço (um litro descartável custa ao consumidor, em média, R$ 1,70, enquanto o retornável é vendido a R$ 1,20) e na preocupação com o meio-ambiente, uma das bandeiras da companhia. O Brasil é o terceiro mercado no mundo, atrás dos Estados Unidos e do México, com forte possibilidade de perder o posto para a China em alguns anos. Brian Smith percebe uma preocupação cada vez maior do consumidor com a saúde e o bem estar e alinha a empresa com tal tendência ao alocar investimentos crescentes nas linhas de água mineral, sucos, chás e energéticos. “Vamos aprimorar nossa capacidade operacional e capturar o potencial de crescimento do mercado brasileiro de bebidas não-alcoólicas”, diz. O presidente da Coca-Cola Brasil reconhece que o crescimento pequeno mas sólido da economia do País registrado no ano passado pavimenta os números da empresa, que se instalou há 62 anos no país e lidera com folga o mercado de refrigerantes.



