05/02/2005 10h47 – Atualizado em 05/02/2005 10h47
Terra
O atacante Fabrício Carvalho, do São Caetano, foi afastado do futebol por tempo indeterminado após exames feitos em janeiro, no Hcor (Hospital do Coração), em São Paulo. A informação é do jornal Folha de S.Paulo, que diz, ainda, que os resultados dos testes detectaram arritmia e suspeita de problemas no músculo do coração.
Há pouco mais de três meses, o zagueiro Serginho, também do time do ABC, morreu durante um jogo com o São Paulo por complicações cardíacas.
Depois do carnaval Fabrício Carvalho será submetido a outros exames no Hcor e, caso a suspeita de arritmia seja confirmada, o atacante será afastado dos campos por pelo menos três meses. Segundo pessoas ligadas ao hospital, o atleta já foi avisado dos resultados dos primeiros testes.
“Estamos fazendo todos os exames necessários aí para não haver problema nenhum”, disse à Folha o atleta, que depois desmentiu que estivesse com arritmia.
Caso Serginho
Ontem, o juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha acolheu, integralmente, a denúncia contra o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, e o médico do clube, Paulo Forte, por homicídio doloso qualificado do zagueiro Serginho.
A denúncia foi oferecida pelo promotor Rogério Leão Zagallo, da 5ª Vara do Júri, que afirma, no documento enviado ao juiz, que ambos estavam cientes do problema de saúde do jogador e que deveriam tê-lo afastado das atividades desde fevereiro, quando os exames cardiológicos foram realizados.
Por terem mantido Serginho em campo, o que caracteriza um motivo torpe, o presidente e o médico foram denunciados por crime hediondo, cuja pena vai de 12 a 30 anos de prisão.
Por causa da morte de Serginho, o São Caetano foi punido no ano passado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com a perda de 24 pontos no Campeonato Brasileiro.
O médico Paulo Forte foi suspenso do futebol por quatro anos e o presidente do clube, Nairo de Souza, por dois.





