21/07/2004 08h49 – Atualizado em 21/07/2004 08h49
O título da Liga Mundial injetou ainda mais confiança e favoritismo no sistema circulatório da seleção brasileira masculina de vôlei. Mas a excepcional forma física e técnica exibidas pelo Brasil em Roma cobram um preço, e as reservas podem não ser suficientes para o pagamento em Atenas. As lesões que começaram a pipocar podem ser atribuídas à pesada carga de treinamentos que o perfeccionista técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, impõe a seus comandados.
Em Belo Horizonte, há pouco mais de três semanas, os jogadores faziam coro para reclamar do cansaço. O único que não se queixou foi o ponta Murilo, calouro na seleção. “Minhas pernas não estão agüentando mais”, reclamava o meio-de-rede Rodrigão, jogador que desfalcou a seleção nas finais da Liga, por ter sido detectada justamente a probabilidade de que viesse a sofrer uma fratura por estresse na canela.
Bernardinho irritou-se ao ser questionado sobre a carga de treinamento, no desembarque no Brasil, ontem pela manhã. “Uma pré-fratura por estresse pode ser provocada por uma série de fatores. No caso de Rodrigão, pode ser um problema originado por piso duro ou por desgaste que ele traz do campeonato italiano”. Segundo o técnico, o central será poupado dos treinos que envolvam carga sobre a perna afetada, mas as lesões não servem de alerta e não vão alterar o cronograma já fixado para os demais jogadores. “O restante do grupo faz tudo, e treinará ainda mais”, frisou.
Fonte:Costa Rica News




