24/05/2004 15h32 – Atualizado em 24/05/2004 15h32
Todos os 11 judocas que integram a equipe brasileira (sete no masculino e quatro no feminino) que disputará os Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia, entre 13 e 29 de agosto, têm chance de conquistar uma medalha na competição. A avaliação é do coordenador técnico de seleções da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e conselheiro do Conselho Regional de Educação Física de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso – 11ª Região (CREF11), João Rocha.
Rocha explica que o otimismo no sucesso da seleção brasileira na Olimpíada vem primeiro da qualidade técnica dos atletas que integram a equipe. “Pela primeira vez na nossa história vamos ter uma equipe homogênea em termos de valores técnicos, ao contrário do que ocorria no passado, quando um ou dois eram destaques e o restante da equipe não acompanhava o nível. Desta vez também temos destaques, como Edinanci Silva, no feminino meio-pesado, e o Carlos Honorato, no masculino médio, mas todos têm condições de obter medalhas”, explicou.
Outro ponto destacado pelo coordenador técnico de seleções da CBJ que justifica a expectativa de um bom desempenho dos brasileiros na Grécia é a preparação da equipe. “Essa é uma equipe que vem sendo formada pela CBJ há quatro anos, através de processos seletivos e dos resultados internacionais. E para darmos todas as condições necessárias a esses atletas de terem o melhor desempenho na Olimpíada, montamos uma grande estrutura para atende-los, envolvendo profissionais como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, preparadores físicos, treinadores e médicos”.
A fase final de todo esse trabalho de preparação dos atletas, segundo Rocha, será desenvolvida fora do País, em Lisboa, Portugal. “Duas semanas antes da Olimpíada toda a seleção brasileira de judô vai para Lisboa, onde permanecerão treinando até a disputa dos Jogos Olímpicos. Nosso objetivo com essa pré-temporada é tirar os atletas desse ambiente de pressão em torno de resultados que se cria no País inteiro às vésperas de uma competição como a Olimpíada, e também fazer com que eles se adaptem as condições climáticas, de fuso horário, e ao próprio ambiente olímpico que encontrarão na Grécia”.
Quem é o coordenador técnico da seleção – Rocha é formado em Educação Física e há mais de 26 anos atua na área. Ele é mestre em sexto grau de judô e participou do processo de implantação do CREF11 e do Conselho Federal de Educação Física (Confef). Assumiu a coordenação técnica das seleções da CBJ no início deste ano, mas desde 2001, sob a presidência de Paulo Wanderley Teixeira, na entidade, conduz um processo de reorganização técnica do judô brasileiro.
Fonte:Dourados News




