23/02/2004 08h08 – Atualizado em 23/02/2004 08h08
Gustavo Kuerten espera que a energia da Bahia, em pleno carnaval, lhe dê forças para ganhar pela segunda vez o título do Brasil Open. O tricampeão de Roland Garros estréia amanhã, às 19h30 (horário de Mato Grosso do Sul), contra o espanhol Oscar Hernandez. No entanto, a chave principal do Brasil Open 2004 começa nesta segunda-feira, tendo como principal jogo do dia, às 19h30, entre o campineiro Ricardo Mello, convidado da organização, e o argentino Gastón Gaudio, sétimo cabeça-de-chave, confronto inédito no circuito.
Guga treinou na manhã de ontem por quase duas horas na quadra central do complexo da Costa do Sauípe e disse estar quase recuperado da gripe que o prejudicou no ATP de Buenos Aires, na semana passada. “Estou com muita expectativa para este torneio. Fiquei três dias de cama, com uma gripe chata e voltei a treinar no sábado. Tomara que a energia da Bahia me dê muita força”.
Gustavo Kuerten elogiou a organização do Brasil Open e as mudanças do piso e da época do torneio. Desde 2001, quando foi criado, a competição vinha sendo disputada no mês de setembro e em quadras duras. Neste ano, a competição será realizada em piso de saibro, o favorito do tenista. “Eu participei de todas as edições do torneio e o evento vem crescendo muito. E difícil encontrar um torneio tão bom quanto este, que pode ser comparado a um Masters Series. Acho que essa mudanca de data e a mudança da quadra rápida para o saibro foi boa. O saibro tem mais a ver com a formação dos tenistas brasileiros e com essa nova data, nesse piso, jogadores como o Moyá tambem estarão aqui. Foi uma mudança que dá mais importância ainda para o torneio”.
Vencedor do Brasil Open em 2002 e semifinalista no ano passado, Guga brincou que decidiu cortar o cabelo a zero para acompanhar o estilo do treinador Larri Passos. Sobre a parceria com o técnico, o tenista deixou claro que não pretende interrompê-la. “O nosso relacionamento é realmente diferente dos outros jogadores. O Larri faz também uma função de pai. Estamos juntos há mais de 15 anos e ele teve influência na minha formação, no meu caráter e diria que o nosso casamento se encaminha para bodas de prata e que as alianças estão cada vez mais fortes. A tendência é completarmos mais aniversários juntos. E se quando eu estiver velhinho ele quiser, vou continuar jogando com a assistência dele”.
Fonte:Globo On line




