03/11/2003 14h16 – Atualizado em 03/11/2003 14h16
Cerca de 200 famílias esquimós da Groenlândia expulsas de seu tradicional território de caça há 50 anos iniciaram hoje um processo em busca de uma compensação. Eles levaram hoje à Suprema Corte dinamarquesa um pedido de indenização pela terra perdida para abrir espaço à expansão de uma base militar norte-americana.
No maior caso civil da corte até hoje, os esquimós pediram a devolução de seus lucrativos territórios de caça e pesca, além de uma indenização de 234 milhões de coroas dinamarquesas (US$ 36 milhões) pelas perdas sofridas desde a sua expulsão, em 1953. As 187 famílias foram forçadas pelo Governo dinamarquês a deixar a cidade de Dundas, conhecida na língua esquimó como “Uummannaq”, contra sua vontade e sem compensação, migrando para Qaanaq, mais de 100 quilômetros ao norte, depois que os Estados Unidos decidiram ampliar o perímetro de segurança ao redor de sua base de Thule.
A base foi um dos pontos-chave da estratégia norte-americana de defesa do Ártico desde o fim da II Guerra Mundial e é agora considerada parte essencial do plano de Washington para um controvertido programa de defesa de mísseis. Em 1999, uma corte dinamarquesa estipulou que cada morador de Dundas deveria receber 17 mil coroas dinamarquesas (US$ 2,6 mil) por sua migração forçada, bem como uma indenização por danos coletivos da ordem de 500 mil coroas (US$ 78,1 mil).
Os esquimós rejeitaram a oferta por considerá-la insuficiente. Eles então levaram o caso à Suprema Corte, que iniciou suas deliberações hoje. O veredicto deverá ser anunciado ainda este mês.
Fonte:Agora MS




