28/10/2003 08h22 – Atualizado em 28/10/2003 08h22
Enfatizando uma posição otimista no dia que ao menos 34 pessoas foram mortas em Bagdá por uma série de ações suicidas aparentemente relacionadas, Bush afirmou que os ataques não o impediriam de tentar trazer a paz e a prosperidade ao Iraque.
“Quanto maior nosso sucesso, maior será a reação destes assassinos”, ele disse, acrescentando que o governo estava determinado “em não se intimidar”.
O presidente também renovou seu pedido ao Congresso para receber cerca de US$20 bilhões em fundos de reconstrução para o Iraque. Bush quer que os fundos sejam doados, e não concorda que os valores sejam concedidos sob uma combinação de doações e empréstimos.
Ao associar os ataques dos últimos dias à evolução das condições no Iraque, Bush levantou um tema que vem sendo citado com freqüência por autoridades do governo, no momento que os guerrilheiros iraquianos e estrangeiros ampliam os ataques contra os militares americanos, contra as forças de segurança iraquianas e contra as organizações internacionais de ajuda.
“Com mais liberdade para os iraquianos, com eletricidade disponível, com mais crianças na escola, maior será o desespero destes assassinos, porque eles não podem resistir ao pensamento de uma sociedade livre”, afirmou o presidente após um encontro no gabinete presidencial com L. Paul Bremer, governador americano do Iraque.
Contudo, reservadamente, as autoridades do governo Bush reconheceram que estão preocupadas com a sofisticação dos ataques e que algumas das ações foram realizadas por elementos de outros países que entraram no Iraque pela Síria e pelo Irã.
Os ataques levaram os democratas a renovar sua crítica de que Bush havia subestimado a escala do problema que os EUA enfrentariam após a guerra.
“Diariamente as escusas da Casa Branca se tornam mais ofensivas a nossas tropas, e (se tornam) mais apartadas das realidades sobre como administrar o pós-guerra no Iraque”, afirmou o senador John Kerry, democrata de Massachusetts, um presidenciável democrata.
“O presidente realmente acredita que os homens-bomba estão inclinados a amarrar explosivos em seus corpos porque nós estamos restaurando a eletricidade e criando empregos para os iraquianos?”
Segundo o secretário de Estado Colin L. Powell, não havia confirmações se a nova onda de ataques estava relacionada ao início do Ramadã, o mês sagrado muçulmano, ou se as ações representavam o início de uma ofensiva.
Mas boa parte do governo ainda se mostrava otimista. “Nós estamos avançando com nosso plano”, Bremer afirmou.
Fonte:IG




