29/09/2003 15h59 – Atualizado em 29/09/2003 15h59
Por um instante, esqueça da seca. Ao invés do chão árido, esturricado, pense no solo úmido, fresco, varado de água, bordado de musgo. Nem mandacaru, nem juazeiro.
Imagine bromélias gigantes, suntuosos flamboiants vermelhos, magníficos ipês-amarelos. O tom pastel da caatinga dando lugar ao verde vivo da mata atlântica, morada de uma fauna exuberante. Diamantes, prata, ouro. Uma riqueza impressionante escondida no interior desta terra abençoada tanto no subsolo como na superfície. A água nascendo, brotando, jorrando a trinta, quarenta metros de altura, num espetáculo inesperado. Retirantes? Nem pensar! Gente alegre, feliz, honrada em simplesmente ser sertaneja.
Agora, resgate tudo outra vez: a caatinga, o mandacaru, a estiagem, o açude, o jegue, o xique-xique, a carne-de-sol, o gibão, o sofrimento. Não se esqueça dos coronéis, do misticismo religioso, do cordel.
Finalmente, misture todos estes elementos contrastantes, pois o Agreste é uma terra de contradições, de opostos que se chocam violentamente, transformando o sertão em uma das regiões mais fascinantes do Brasil.
Fonte: Terra Turismo





