24/09/2003 17h00 – Atualizado em 24/09/2003 17h00
As 45 famílias do assentamento Pontal do Faia, no km 35 da BR 158, em Três Lagoas, criam alternativas de geração de renda, frente às dificuldades criadas pela recessão econômica, pela qual passa o País.
Maioria das famílias vive da produção de leite, que já atingiu a média diária de 200 litros/dia. Outras procuram sobreviver de pequenas produções agrícolas de milho, mandioca, feijão.
Há dois anos, regulamentado pelo Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a maior dificuldade que as famílias possuem ainda é a falta de energia elétrica e condições que favoreçam o escoamento dos produtos agrícolas para o mercado da cidade e da região.
Segundo informações de uma das líderes do assentamento, Adriana Alves Pereira, possuidora do lote de número 8, diversos projetos estão em andamento para financiamento de plantações de mandioca e de mamona junto ao Banco do Brasil. “Antes que isso aconteça, as famílias usam de sua criatividade na busca de novas opções de geração de renda”, disse Adriana, ao mostrar parte dos produtos, que ela já faz e tenta comercializar, de casa em casa, em Três Lagoas.
Laranja em calda, doce de mamão, polpa de tamarindo, bolinhas de queijo em conserva, doce de leite, queijos e requeijão são alguns dos produtos que já estão sendo comercializados.
Segundo ela, a maior dificuldade não é fazer os doces e armazená-los em vidros, mas o problema surge, quando “a gente sai para vendê-los, porque as pessoas desconhecem ainda procedência e a qualidade dos nossos produtos”.
A pretensão da liderança do assentamento é chegar à criação de uma pequena agroindústria, “para que assim nossos produtos atendam às exigências da vigilância sanitária, como rótulo que identifique o produto e o prazo de validade”.
Ela lembrou que maioria desses produtos, muito consumidos em Três Lagoas, vem de outras cidades do estado de São Paulo e do estado de Minas Gerais, “mas nós temos condições de oferecer tudo isso com a mesma qualidade”.




