11/09/2003 14h04 – Atualizado em 11/09/2003 14h04
O risco Brasil cai ao menor nível em três anos e meio, marcando 658 pontos, uma queda de 1%. O indicador funciona como um termômetro do humor dos investidores estrangeiros em relação à capacidade do país de pagar sua dívida. Atualmente, a dívida externa brasileira soma quase US$ 220 bilhões.
Na prática, um risco de 658 pontos significa que o governo tem de pagar juros de 6,58% a mais do que os EUA para conseguir empréstimos no exterior. Quanto menor o risco, mais fácil e barato fica captar dinheiro no mercado internacional.
No ano passado, com a especulação sobre as eleições, o risco Brasil chegou a atingir o recorde de 2.443 pontos em setembro. Ou seja, na prática, o mercado fechou as portas do crédito para o Brasil, pois o risco-país nesse nível significa juros de 24,43% acima dos pagos pelos títulos americanos.
Com o compromisso do governo Lula de manter os princípios da política econômica da era FHC (como o aperto fiscal para pagar juros da dívida, o chamado superávit primário), o risco-Brasil começou a ceder desde o final do ano passado, e as instituições financeiras internacionais voltaram a emprestar para empresas e bancos brasileiros.
Até o governo voltou a captar recursos no exterior. Hoje o Banco Central divulgou que o Citigroup e o Goldman Sachs vão liderar uma nova captação do governo no exterior, com a venda de bônus com vencimento em agosto de 2011.
Não há detalhes ainda sobre a operação, mas a estimativa é de que a emissão fique entre US$ 600 milhões e US$ 750 milhões.
Fonte:Agora Ms




