04/09/2003 11h07 – Atualizado em 04/09/2003 11h07
O solo da fazenda para onde foram levadas as cerca de 900 famílias sem-terra, retiradas ontem da fazenda Coimbra, em Itaporã, após nove dias de invasão, não é apropriado para a agricultura. A informação é do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Carlos Vasconcelos.
Segundo ele, a terra é mais indicada para a pecuária. Os barracos já começaram a ser montados na área, localizada entre Dourados e Itaum. O líder do MST afirmou que o governo irá fornecer às famílias sementes, adubo e óleo diesel, para as máquinas agrícolas. Conforme Vasconcelos, os acampados possuem quatro tratores que devem auxiliar no plantio.
Ele contou ainda que a expectativa dos sem-terra é ficar na área por 60 ou 90 dias até que o Incra disponibilize uma propriedade definitiva para o assentamento das famílias. De acordo com Vasconcelos, na fazenda, de 145 hectares, é possível assentar apenas oito famílias.



