30/08/2003 09h45 – Atualizado em 30/08/2003 09h45
Um submarino nuclear russo naufragou no oceano Ártico neste sábado enquanto era rebocado para o porto, e nove marinheiros podem ter morrido.
Funcionários do ministério da Defesa afirmaram que o K-159 afundou 170 metros no mar de Barents, mas o acidente não representa um risco já que os reatores nucleares da embarcação foram desativados em 1989.
Um grupo ambientalista, no entanto, disse ser provável que água entrasse nos reatores, e por isso os níveis de radiação da região terão que ser monitorados de perto. Na Itália, o presidente Vladimir Putin, que já havia sofrido um duro golpe político quando outro submarino nuclear, o Kursk, afundou na mar de Barents há três anos, prometeu uma ampla investigação.
“É lógico que todos os motivos dessa tragédia serão esclarecidos”, disse ele a repórteres a bordo do cruzador “Moskva”, que está na costa da Sardenha.
O chefe da Marinha russa, Viktor Kravchencko, disse que o K-159 — assim como o Kursk — será retirado do mar.
“No momento estamos considerando várias maneiras de levantar o submarino. Com certeza ele será retirado da água e depois destruído”, disse ele à TV russa.
Os corpos de dois marinheiros foram recuperados logo após o incidente, ocorrido durante uma tempestade na madrugada de sábado. Um oficial, da tripulação de dez pessoas, foi resgatado vivo.
DESAPARECIDOS:
Kravchencko afirmou que são mínimas as chances de encontrar os outros sete marinheiros vivos nas águas agitadas e com temperatura de 10 graus centígrados.
“Infelizmente, as esperanças de encontrá-los vivos são pequenas”, disse ele enquanto continuavam as operações de busca. Em conversa televisionada com o ministro da Defesa Sergei Ivanov, Kravchencko disse que os dois reatores do K-159 foram desativados em 1989 e “colocados em condição de segurança nuclear”.
“No local do acidente, o nível de radioatividade é normal”, afirmou.
O porta-voz da Marinha Igor Dygalo disse ainda que todas as armas, incluindo torpedos e foguetes, também haviam sido removidas do K-159.
O submarino de 40 anos estava sendo rebocado para a costa da península Kola quando as estruturas flutuantes se romperam. Ele afundou a 5 quilômetros a noroeste da ilha Kildin.
O incidente relembrou o desastre do Kursk, que provocou a morte de todos os 118 tripulantes. Outra similaridade é que o presidente Vladimir Putin está novamente em férias, como quando o Kursk afundou — desta vez na Sardenha, junto com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.
Fonte: Reuters



