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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Sabe a diferença entre orgânicos, funcionais, macrobióticos e transgênicos?

29/08/2003 10h29 – Atualizado em 29/08/2003 10h29

Em tempos de concorrência, a fartura de alimentos espalhados pelas gôndolas dos supermercados acabam atrapalhando mais do que ajudando. Há inúmeras ofertas: alimentos orgânicos, funcionais, macrobióticos e transgênicos. O problema é distinguir o que é melhor.

Na falta de informação e no excesso de opções, vale a pena conhecer o que cada categoria desses alimentos oferece. O alimento orgânico, por exemplo, não usa adubo químico e agrotóxico. Mas, a aparência feiosa e o tamanho menor das frutas e legumes em relação aos convencionais acabam afastando os desavisados quanto à sua qualidade.

Muitos vegetais ficam com boa aparência graças à ação dos agrotóxicos. “Ele tem o aspecto visual prejudicado, feio. Mas nutricionalmente é mais adequado porque é isento de drogas químicas”, alerta o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração e nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição (Imen).

Por ser natural, os alimentos orgânicos provocam menos quadros alérgicos e problemas de saúde. Nessa categoria, vale a máxima de “quem vê preço não vê qualidade”. Ao contrário dos alimentos que utilizam agrotóxicos, os orgânicos são muito mais caros porque nesse tipo de plantação a produção é menor. Não é à toa que o promissor mercado de agricultura orgânica deve crescer 50% neste ano segundo dados do Instituto Biodinâmico (IBD).

Um produto orgânico não chega às prateleiras sem antes ser analisado pela Associação de Agricultura Orgânica (AAO), entidade que certifica com um selo os vegetais acompanhados desde o plantio. O selo é a garantia de que os produtos não receberam aditivos químicos.

ALIMENTOS FUNCIONAIS:

Os alimentos funcionais são aqueles que têm substâncias com atividade biológica na prevenção de doenças e promoção da saúde. “Muitos estudos têm mostrado que os alimentos funcionais quando utilizados como terapia alternativa ou coadjuvantes podem trazer resultados muito bons na prevenção de doenças”, afirma Magnoni.

Eles podem ser naturais orgânicos, naturais e não orgânicos ou industrializados. “É a coqueluche das prateleiras dos supermercados como o biscoito e o pão com fibra”, afirma Magnoni. Conheça abaixo os alimentos funcionais, onde podem ser encontrados e os benefícios:

Fitosteróis: Impedem a absorção do colesterol pelo sangue. Podem ser encontrados na margarina enriquecida, vegetais, legumes, soja, óleo de girassol e na linhaça (cereal).

Ômega 3: Controla os níveis de triglicérides, melhora a viscosidade do sangue, evita a formação de coágulos e tem uma ação anti-inflamatória. Pode ser encontrado em peixes, principalmente os de águas profundas e frias (truta, cavala, arenque, sardinha) ou em alimentos suplementares como o iogurte, leite e ovo.

Soja: O isolado protéico de soja tem uma ação no colesterol e ajuda na terapia hormonal (fitoestrógenos). A soja também contém a Isoflavona, componente que ajuda na reposição do estrógeno. Previne câncer de mama, osteoporose e evita a perda óssea.

Flavonóide: Age como antioxidante, evitando assim a oxidação do colesterol ruim (LDL). É encontrado no vinho tinto, suco de uva e frutas vermelhas (uva, morango, cereja, amora, jabuticaba) e também na cebola, alho e chás verdes.

Iogurtes Probióticos com Fibras: Contém bactérias controladoras que dão equilíbrio à flora, regula o intestino e previne contra o câncer do intestino.

Licopeno: anti-oxidante que pode proteger contra o câncer da próstata. Pode ser encontrado no tomate.

TRANSGÊNICOS:

Muito se fala nos alimentos transgênicos, o inimigo número 1 dos ambientalistas do mundo todo. Eles acreditam que o uso de transgênicos pode afetar o equilíbrio ecológico do planeta, com conseqüências imprevisíveis.

Os Alimentos Geneticamente Modificados como são chamados os alimentos transgênicos utilizam a engenharia química e a engenharia genética para potencializar determinados nutrientes no produto. Hoje já é possível encontrar arroz com vitamina A, cacau com maior teor de açúcar, milho com maior teor de fibras ou uma soja mais resistente às ervas daninhas.

O grande beneficiado dos alimentos geneticamente modificados é o próprio consumidor. “Com uma produção maior, o produto chega ao consumidor mais barato”, explica Magnoni. O importante, destaca o nutrólogo, é que os produtos sejam identificados como tal.

Já a grande incógnita, alvo dos ambientalistas, é que com a criação de um novo organismo não se sabe qual o impacto que isso pode ter no ecossistema.

MACROBIÓTICO:

O auge do consumo de alimentos macrobióticos se deu na era hippie quando a ordem era uma alimentação natural. O alimento macrobiótico, orgânico ou não, associa o valor nutricional intrínseco a alguma particularidade curativa.

Assim como os alimentos funcionais, os alimentos macrobióticos ajudam na prevenção e na cura de doenças como por exemplo a Hipovitaminose C (falta de vitamina C). São considerados alimentos macrobióticos cereais integrais, frutas, suco de frutas, chás, frutas secas, legumes, alimentos enriquecidos com frutas.

Fonte: Portal Unimeds

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